Equador: Ministro pede à Colômbia que evite piorar relações

Agência ANSA

QUITO - O ministro da Segurança do Equador, Miguel Carvajal, pediu nesta terça-feira que a Colômbia evite deteriorar ainda mais as relações entre os dois países, que romperam os laços diplomáticos em março de 2008.

- Espero que não se deteriorem - disse Carvajal, que assegurou que a Colômbia deu um tom político à decisão de um juiz equatoriano de ordenar a prisão preventiva do ex-ministro colombiano da Defesa, Juan Manuel Santos.

O ex-ministro é acusado de ser o mentor intelectual do ataque contra uma base das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em território equatoriano, quando 26 pessoas morreram, entre elas o ex-líder guerrilheiro Raúl Reys. Este evento causou a ruptura das relações diplomáticas entre os dois países.

Equador "merece e exige respeito", declarou Carvajal, que destacou ainda que é preciso exigir obediência ao direito e à soberania equatoriana.

- Isso é uma condição para que as relações políticas entre os dois países possam ser restabelecidas - complementou.

Carvajal afirmou que "uma condição fundamental é o respeito, assim como a renúncia a qualquer ato violento por parte da Colômbia em território equatoriano".

- No âmbito jurídico se faz necessário resolver este processo e não no político, para evitar que se deteriorem as relações - acrescentou.

De acordo com o ministro, há uma atuação autoritária que pretende que no Equador não se possa aplicar a lei quando se trata de autoridades colombianas, nem mesmo quando estas violem as normas.

- Para a Colômbia está muito bem quando a Procuradoria (do país) investiga equatorianos, mas está muito mal que se investigue seu ex-ministro da Defesa, que disse publicamente ter sido o responsável pelo bombardeio e pelos atos violentos - manifestou