Acnur elogia nova encíclica de Bento XVI

Agência ANSA

ROMA - O escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) na Itália elogiou as palavras do papa Bento XVI sobre os direitos dos imigrantes incluídas na encíclica "Caritas in Veritate", apresentada oficialmente nesta terça-feira.

"O apelo pelos direitos inalienáveis dos imigrantes é de extrema importância em um período em que as políticas de combate à imigração ilegal não levam em consideração os direitos humanos do indivíduo e, principalmente, dos refugiados, pessoas que fogem da guerra e da perseguição", afirmou a entidade em um comunicado.

"Como recordou o Papa, é necessário lidar com o fenômeno migratório fazendo uso de políticas que respeitem em qualquer situação os direitos da pessoa", diz o texto.

No documento, Bento XVI afirma que "todo imigrante é uma pessoa humana, e, enquanto tal, possui direitos fundamentais inalienáveis que devem ser respeitados por todos em qualquer situação".

Para o Papa, o problema da imigração precisa ser resolvido "a partir de uma estreita colaboração entre os países de onde partem os emigrantes e os países de chegada".

Também é necessário, na visão do Pontífice, promover um acompanhamento adequado internacional capaz de "harmonizar os diversos sistemas legislativos, na perspectiva de salvaguardar as exigências e os direitos das pessoas e das famílias emigradas e, ao mesmo tempo, os das sociedades que as recebem".

A "Caritas in Veritate", terceira encíclica do pontificado de Bento XVI, aborda problemas sociais causados pela crise econômica, como a fome, a miséria e as desigualdades.

A carta é dividida em quatro capítulos, além de uma introdução e uma conclusão, e faz uma releitura da encíclica "Populorum Progressio", de Paulo VI, publicada em 1967.

Antes da "Caritas in Veritate", Bento XVI publicou "Deus caritas est" (Deus é amor, em 2006) e "Spe salvi" (Salvos graças à esperança, em 2007).