Prefeito de L'Aquila está preocupado com realização de G8 na cidade

Agência ANSA

ROMA - O prefeito de L'Aquila, Massimo Cialente, se disse preocupado hoje com as consequências da Cúpula do G8 (grupo dos sete países mais industrializados e a Rússia) para a cidade, que foi devastada há três meses por um terremoto de 5,8 graus na escala Richter. - É importante que não seja passada a mensagem de uma cidade onde tudo já está bem. Estamos ainda em plena emergência. Não há onde trabalhar, a Prefeitura não consegue encontrar uma sede, faltam escritórios e, sobretudo, faltam casas - relatou Cialente.

Após o terremoto de abril, o premier italiano, Silvio Berlusconi, propôs aos outros países do G8 que a cúpula desta semana fosse realizada em L'Aquila, como meio de captar recursos para a reconstrução da cidade. A proposta foi aceita pelos membros do grupo.

Mas, para o prefeito, ainda "há um ceticismo" entre os habitantes da região sobre a realização da Cúpula do G8. Segundo ele, isso se deve ao fato de "a população ainda estar chocada" com o terremoto de abril, que matou 297 pessoas e deixou milhares de desabrigados.

- É fundamental que se venha aqui para estar perto de uma cidade destruída. O maior medo [das pessoas] é de serem deixadas sozinhas. Há, porém, a grande vontade de passar uma boa impressão ao mundo - destacou o prefeito.

Na semana passada, um outro terremoto, desta vez de 4,1 graus na escala Richter, atingiu L'Aquila e assustou os moradores, apesar de não ter causado danos materiais.

Já na manhã de hoje, cinco tremores entre 2,1 e 3 graus na escala Richter foram registrados na cidade entre 4h e 12h locais, a dois dias do início dos trabalhos do G8.