Governo argentino sai derrotado no voto

Jornal do Brasil

RIO - A presidente argentina, Cristina Kirchner, foi derrotada nos cinco maiores distritos do país, de acordo com os resultados parciais das eleições legislativas realizadas neste domingo, na Argentina. O pleito era considerado crucial para o futuro dos candidatos à Presidência nas eleições de 2011.

Contados mais de 45% dos votos na província de Buenos Aires, a coalizão de Néstor Kirchner e Daniel Scioli (Frente para a Vitória, do Partido Justicialista) era derrotada pela chapa opositora de Francisco De Narváez e Felipe Solá (Unión- Pro, com dissidentes justicialistas e o partido Proposta Republicana), por apenas 2 pontos percentuais. Aos primeiros minutos deste domingo (em Brasília), De Narváez já falava como vitorioso, mas o governo mantinha o silêncio.

Nas províncias de Córdoba e Mendoza, os governistas tampouco apareciam com vantagem. Em Santa Fé, a disputa acirrada era travada por Rubén Giustiniani (candidato a senador pela Unión-Pro) e o ex-piloto de Fórmula 1 Carlos Reutemann (do Partido Justicialista), com ligeira vantagem para este último, que mantém a mira nas eleições presidenciais do ano que vem.

Na capital do país, contabilizados 80% dos votos, Gabriela Michetti, da Unión-Pro, obtinha vantagem de quase 7 pontos sobre o segundo colocado, o cineasta Fernando Solanas, de esquerda. Este mantinha vantagem de 5 pontos sobre Alfonso Prat Gay, da aliança opositora Acordo Cívico e Social (ACS).

Os colégios eleitorais habilitados para o pleito legislativo fecharam no horário previsto, após um processo de votação calmo e com precauções para evitar que os centros de votação se transformassem em focos de propagação da gripe suína no país.

A imensa maioria das 80.951 mesas eleitorais instaladas no país deu início aos trâmites de fechamento às 18h locais, obedecendo à legislação. Faltando duas horas para o fechamento das urnas, tinham participado da votação cerca de 55% dos eleitores aptos a votar.

O pleito renovará mandatos de metade das 257 cadeiras da Câmara dos Deputados e de um terço das 72 vagas do Senado. Os principais candidatos do governo e da oposição, inclusive aqueles que tinham expressado suspeitas de fraude, destacaram a normalidade das eleições.

Inesperado

Não faltaram episódios inesperados, como na cidade de Rosário e na cidade de de Ramos Mejía, na província de Buenos Aires, onde dois homens de 78 e 86 anos, respectivamente, morreram enquanto esperavam sua vez para votar. Vários eleitores foram às urnas com mascaras cirúrgicas para evitar contágio pela gripe suína, que na Argentina já causou 26 mortes.