Boca-de-urna: Kirchner perde cadeiras nas duas câmaras

Agência AFP

BUENOS AIRES - O partido peronista no poder da presidente argentina Cristina Kirchner perdeu várias cadeiras nas duas câmaras, depois das eleições legislativas deste domingo, segundo uma primeira pesquisa de boca-de-urna. Os colégios eleitorais habilitados para o pleito legislativo fecharam no horário previsto, após um processo de votação calmo e com precauções para evitar que os centros de votação se transformassem em focos de propagação da gripe suína no país.

A imensa maioria das 80.951 mesas eleitorais instaladas no país deu início aos trâmites de fechamento às 18h locais (mesmo horário em Brasília), obedecendo à legislação nacional, embora em alguns centros de votação alguns eleitores atrasados ainda devam terminar de exercer seu direito a voto. Segundo meios de comunicação locais, faltando duas horas para o fechamento das urnas tinham participado do processo de votação cerca de 55% do censo eleitoral.

O pleito renovará mandatos de metade das 257 cadeiras da Câmara dos Deputados (Baixa) e de um terço das 72 vagas do Senado. Os principais candidatos do governo e da oposição, inclusive aqueles que tinham expressado suspeitas de fraude, destacaram a normalidade das eleições e repudiaram o "golpe de Estado militar" perpetrado hoje em Honduras.

No entanto, não faltaram episódios inesperados, como na cidade de Rosário e na cidade na província de Buenos Aires de Ramos Mejía, onde dois homens de 78 e 86 anos, respectivamente, morreram enquanto esperavam sua vez para votar. Vários eleitores foram às urnas com mascaras cirúrgicas para evitar contágio pela gripe suína, que na Argentina já causou 26 mortes e afetou 1.587 pessoas, segundo números oficiais.

As autoridades das mesas eleitorais também possuíam máscaras, e ofereciam aos eleitores álcool em gel e lenços umidecidos para facilitar o fechamento dos envelopes de votação sem o uso de saliva.