Argentina: a acirrada briga pelos votos

Jornal do Brasil

DA REDAÇÃO - Nas eleições legislativas consideradas chave para o futuro dos candidatos à Presidência no pleito de 2011, o governo da presidente argentina Cristina Kirchner perdeu várias cadeiras nas duas câmaras, segundo uma primeira pesquisa de boca-de-urna.

Consultas preliminares indicavam, antes da divulgação dos resultados, vitória apertada na província de Buenos Aires entre a coalizão de Néstor Kirchner e Daniel Scioli (Frente para a Vitória, do Partido Justicialista) sobre a chapa opositora de Francisco De Narváez e Felipe Solá (Unión-Pro, com dissidentes justicialistas e o partido Proposta Republicana).

Nas províncias Córdoba e Mendoza, no entanto, os governistas não apareciam com vantagem. Em Santa Fé, a disputada acirrada era travada por Rubén Giustiniani (candidato a senador pela Unión-Pro) e o ex-piloto de Fórmula 1 Carlos Reutemann (do Partido Justicialista).

Na capital do país, Gabriela Michetti, da Unión-Pro, obteria vantagem de pelo menos 10 pontos. Depois, aparece o cineasta Fernando Pino Solanas, de esquerda, com uma apertada vantagem sobre Alfonso Prat Gay, da aliança opositora Acordo Cívico e Social (ACS).

Os colégios eleitorais habilitados para o pleito legislativo fecharam no horário previsto, após um processo de votação calmo e com precauções para evitar que os centros de votação se transformassem em focos de propagação da gripe suína no país.

A imensa maioria das 80.951 mesas eleitorais instaladas no país deu início aos trâmites de fechamento às 18h locais, obedecendo à legislação. Segundo meios de comunicação locais, faltando duas horas para o fechamento das urnas tinham participado da votação cerca de 55% do censo eleitoral.

O pleito renovará mandatos de metade das 257 cadeiras da Câmara dos Deputados e de um terço das 72 vagas do Senado. Os principais candidatos do governo e da oposição, inclusive aqueles que tinham expressado suspeitas de fraude, destacaram a normalidade das eleições.

Inesperado

No entanto, não faltaram episódios inesperados, como na cidade de Rosário e na cidade de de Ramos Mejía, na província de Buenos Aires, onde dois homens de 78 e 86 anos, respectivamente, morreram enquanto esperavam sua vez para votar. Vários eleitores foram às urnas com mascaras cirúrgicas para evitar contágio pela gripe suína, que na Argentina já causou 26 mortes.

Autoridades das mesas também possuíam máscaras, e ofereciam álcool em gel e lenços umedecidos para o fechamento dos envelopes de votação sem o uso de saliva.