Michelle Obama quer mais voz do que tem hoje

Jornal do Brasil

WASHINGTON - Michelle Obama anda dizendo a equipe e amigos íntimos, segundo matéria publicada pelo Washington Post, que não está tendo o impacto que gostaria. Mulher com uma bagagem em direito, políticas públicas e administração, Michelle se viu relegada ao papel de primeira-dama. De acordo com o jornal, a ala oeste da Casa Branca centro nervoso do poder e da política não a integrou totalmente em sua agenda.

Michelle quer mais. Por isso, no início do mês, mudou a chefe de gabinete e deu o cargo à Susan Sher, 61 anos, amiga íntima e ex-chefe, que, segundo a primeira-dama, terá mais habilidade para torná-la mais visível na Casa Branca. A ex-chefe de gabinete, Jackie Norris, 37, não estava no nível da esposa de Obama, disse uma fonte ao jornal.

Susan é uma amiga disse ao Washington Post uma autoridade da Casa Branca. Acho que talvez seja um modelo melhor.

A primeira-dama é advogada formada em Harvard e não está satisfeita em ficar em segundo plano. O jornal diz que ela vai contratar um redator de discursos e instruiu a equipe a pensar de forma estratégica para que todo evento tenha um objetivo e uma mensagem.

Michelle não quer simplesmente ir a eventos e abraçar familiares de militares em dificuldades; ela quer mostrar progresso, ressalta o Post. A chefe de comunicação Camille Johnston disse que o desejo dela é sair mais e ter mais deliberações.

Isso envolve coisas que estão surgindo e queremos ser parte delas: lei para reautorização de nutrição infantil, prevenção e reforma da saúde contou Camille.

Michelle terá um papel fundamental na promoção do plano de reforma da saúde. A primeira-dama vai anunciar em breve, segundo o Washington Post, a criação de um conselho para ajudar as famílias de militares. Na segunda-feira, ela lançou o United We Serve, programa assistencial do governo.

No dia 14 de janeiro, antes da posse de Obama, Michelle reuniu a nova equipe em uma sala de reuniões no prédio de transição para um almoço de duas horas. Segundo o Washington Post, havia uma mistura de assessores de campanhas leais, bons amigos que ela convenceu a deixar empregos com altos salários, e profissionais políticos que lhe eram estranhos. A primeira-dama pediu 120% de dedicação. Todos os olhos os observam e não há espaço para erro, alertou.

Michelle enfatizou, segundo o jornal, que eles deveriam trabalhar em paralelo com a equipe do presidente para evitar tensões históricas entre as alas leste e oeste da Casa Branca, que atormentaram a maior parte dos governos. Sinergia foi a palavra que ela usou para descrever a parceria com a equipe do marido.