Venezuela desqualifica relatório dos EUA sobre tráfico de pessoas

Agência ANSA

CARACAS - O governo venezuelano repudiou o relatório anual divulgado na última terça-feira pelo Departamento de Estado norte-americano sobre o tráfico de pessoas, qualificando-o como "uma ferramenta para a política imperial".

Em um comunicado emitido ontem, a Chancelaria desconsiderou o documento que identificou que os esforços realizados contra o tráfico humano por Venezuela, Argentina, Guatemala, República Dominicana e Nicarágua não são suficientes.

"É escandaloso que um país, onde se reprime e se explora os imigrantes, especialmente os latino-americanos, que os separa de suas famílias, (onde) se constrói muros fronteiriços, se pratica a tortura, se protege os terroristas, tenha a pretensão de ser um juiz dos direitos humanos no mundo", diz o texto da Chancelaria.

A Venezuela também declarou que "as acusações falsas contra nosso país ao longo dos últimos anos, (contidas) neste relatório sobre tráfico de pessoas, servem de justificativa para uma brutal agressão contra nosso povo" e exigiu o fim "desta prática de ingerência".

Nesse sentido, o país condenou as certificações unilaterais, que demonstram "os remanescentes da velha estrutura da dominação imperial".

O relatório sobre tráfico humano mundial do Departamento de Estado dos EUA, o primeiro do governo de Barack Obama, avalia os esforços empreendidos por 175 países para combater o comércio de seres humanos para trabalhos forçados, prostituição, serviço militar ou outros fins.

Na América, apenas Canadá e Colômbia são considerados países que combatem adequadamente este crime.