Mulher é condenada por matar o 38º homem mais rico da França

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GENEBRA - Uma francesa que confessou o assassinato do banqueiro Edouard Stern após os dois terem tido uma sessão de sexo sadomasoquista e discutido por US$ 1 milhão foi condenada nesta quarta-feira por assassinato, e não por crime passional, de pena menor.

A juíza Alessandra Cambi anunciou o veredicto de um júri formado por seis mulheres e seis homens em Genebra. O julgamento durou uma semana e revelou detalhes sórdidos da relação entre a artista e Stern, um dos homens mais ricos da França.

Segundo a decisão do jurado, Cecile Brossard "agiu com certa determinação" na morte de seu namorado, ao limpar as evidências do crime e deixar o país, verificando sua conta bancária entre os voos.

- Seu desespero não foi perdoável - disse o júri, rejeitando pedidos dos advogados de Brossard para que considerassem a morte como crime passional, de pena mais branda. Mais cedo na quarta-feira, a acusada, de 40 anos, se desculpou à família de Stern.

- Não sou uma ladra - disse ela. - Sou uma mulher que continua loucamente apaixonada.

Stern, de 50 anos, foi encontrado morto em seu apartamento de luxo em Genebra em março de 2005. Cecile Brossard admitiu ter limpado a cena do crime e ter jogado a arma do crime no lago Genebra. Stern, o 38º homem mais rico da França, tinha como amigos o presidente francês, Nicolas Sarkozy, e o político socialista Laurent Fabius. Ele era o aparente herdeiro do banco de investimentos Lazard Freres de seu sogro, Michel David-Weill.