UE: Centro-direita avança e promete ação contra crise

Jornal do Brasil

RIO DE JANEIRO - Poupados de grandes derrotas, líderes europeus prometeram tirar o país da crise financeira, após o avanço dos partidos de centro-direita nas eleições para o Parlamento Europeu. Resultados parciais mostram que o Partido Popular Europeu esmagou os socialistas e deve permanecer como o maior bloco do Parlamento, que aprova muitas leis e o orçamento da UE.

De agora em diante, a Europa tem o dever de mostrar aos eleitores o que pode proporcionar. Deve conduzir o país pela crise econômica e financeira. É preciso fazer todo o possível para apoiar os mais vulneráveis da sociedade, especialmente aqueles que enfrentam o desemprego afirmou o presidente da Comissão Europeia, o português José Manuel Barroso, que deve obter novo mandato em julho.

A extrema-direita conquistou assentos em alguns dos países mais afetados pela crise como o Reino Unido, onde avançou o Partido Nacional Britânico mas não se saiu tão bem quanto se esperava.

Não espero grandes dificuldades no processo decisório disse o comissário (ministro) europeu de Assuntos Econômicos e Monetários, Joaquín Almunia. A composição deste Parlamento não será significativamente diferente da anterior.

Na Alemanha, os conservadores ligados à chanceler Angela Merkel sofreram derrotas, mas mantiveram a maior bancada, reforçando as perspectivas dela na eleição nacional de setembro.

Na França, o partido governista do presidente Nicolas Sarkozy, UMP, venceu com cerca de 28% dos votos. Surpreendentemente, a coalizão de políticos verdes teve 16% sob a liderança de Daniel Cohn-Bendit, ex-dirigente estudantil de 1968.

O premier italiano, Silvio Berlusconi, conquistou vitória modesta, mostrando ter superado escândalos sobre sua vida amorosa.

As eleições deste ano foram marcadas também por abstenção recorde, com comparecimento às urnas de apenas 43% do eleitorado.