Sob alerta, mais um míssil lançado na Coreia do Norte

Jornal do Brasil

COREIA DO NORTE - A Coreia do Norte testou nesta sexta-feira mais um míssil terra-ar com um alcance de 160 quilômetros em sua base de Musudan-ri, no litoral nordeste do país, e ameaçou tomar outras medidas de autodefesa caso o Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) puna o país pelo teste nuclear desta semana. Foi o quinto míssil disparado desde o teste nuclear de segunda-feira.

Cada vez mais agressivo, o regime comunista pode estar preparando novas ações, segundo autoridades da vizinha Coreia do Sul e dos Estados Unidos. As autoridades em Washington afirmaram que fotos de satélites mostraram movimentação de veículos em um local da Coreia do Norte usado para lançamento de mísseis de longa distância. Barcos pesqueiros chineses também foram vistos deixando uma área disputada da fronteira marítima na costa oeste da península.

Nossas forças estão assistindo a esses movimentos (de barcos pesqueiros chineses) com a visão de que podem ser sinais que indicam a possibilidade de agressão da Coreia do Norte disse um porta-voz do Ministério da Defesa sul-coreano.

Muitos especulam que agora o regime comunista poderia provocar uma escaramuça naval nas águas disputadas, muito procuradas nesta época por barcos que pescam caranguejos.

Agora que se fala (...) em uma guerra total, nós, pescadores, estamos preocupados disse Kim Jae-sik, de 48 anos, que vive na ilha de Yeonpyeong, administrada por Seul, mas reivindicada por Pyongyang. Hoje em dia, quando saímos, sabemos que estamos enfrentando perigos.

Nos últimos 10 anos, as duas Coreias travaram duas violentas batalhas navais em águas disputadas, e o Norte alerta que isso pode se repetir em breve.

O governo de Barack Obama informou que não descarta incluir a Coreia do Norte na lista de países que, para Washington, patrocinam o terrorismo, da qual a nação tinha sido excluída no ano passado sob o mandato de George Bush. Através desta lista, os EUA aplicam sanções, restrições na ajuda externa e proíbem a venda de armas à nação envolvida. Uma delegação americana de alto nível também será enviada à Ásia na próxima semana para discutir medidas a serem tomadas para responder ao desafio feito pelo país asiático à comunidade internacional.

Além do risco geopolítico que as ameaças norte-coreanas trazem, o último desafio do regime chegou em um momento em que a Coreia do Sul se despedia de seu presidente anterior. Entre lágrimas, muitos milhares de sul-coreanos acompanharam o enterro do ex-presidente Roh Moo-hyun, que se suicidou há uma semana.