Sanções contra a Coreia do Norte podem fazer país reagir

Agência ANSA

SEUL - As sanções à Coreia do Norte analisadas pela Organização da Nações Unidas (ONU) podem levar o país a reagir, uma vez que o Ministério das Relações Exteriores norte-coreano advertiu que "se o Conselho de Segurança fizer outras provocações, as nossas medidas de defesa serão a resposta inevitável".

Estados Unidos, Japão e Coreia do Sul são favoráveis a fortes condenações diante dos testes nuclerares realizados nesta semana. A China e a Rússia, por sua parte, defendem medidas mais leves, acreditando que estas sanções podem ser um obstáculo para a retomada dos diálogos de desnucleraização.

Após a Coreia do Norte anunciar que não considera mais a trégua que encerrou a Guerra da Coreia (1950-1953), pesqueiros chineses abandoram o Mar Amarelo, no Oceano Pacífico, que fica entre os dois países e a China.

- Os navios de pesca começam a se retirar ontem. Eram mais de 280, agora são só 140 - disse uma fonte oficial de Seul.

No entanto, o secretário de Defesa norte-americano, Robert Gates, não se pronunciou quanto às posições das tropas dos Estados Unidos, e afirmou acreditar que "não há necessidade de reforçar a nossa presença militar na Coreia do Sul".

A Coreia do Norte afirma que até agora testou seis mísseis nuclerares. No dia 5 de abril, o regime comunista disparou outro míssil de longo alcance, condenado pela ONU.