Acusada de simular ataque está internada em clínica da Suíça

Portal Terra

DA REDAÇÃO - Uma reportagem da emissora suíça TeleZüri indicou que Paula Oliveira - a brasileira que, segundo a polícia, simulou ter sido vítima de um ataque de neonazistas no subúrbio de Zurique - está internada na clínica psiquiátrica da universidade da cidade desde o dia 10 de março.

Segundo o site Swissinfo, o porta-voz da Procuradoria do Cantão do Zurique, Rainer Angst, confirmou a informação, mas ressaltou que e internação partiu de uma decisão da família e de médicos de Paula, e não de decisão judicial.

Angst afirmou que o inquérito sobre o caso continua em andamento e a procuradoria aguarda os resultados dos exames psicotécnicos. Ele lembrou que o passaporte de Paula continua retido pelas autoridades.

O advogado da brasileira, Roger Müller, disse à TeleZüri que Paula está "seriamente abalada" por causa do episódio. Ele afirmou que sua cliente está em recuperação e é constantemente acompanhada pela mãe dela.

Relembre o caso

Paula responde um processo na Justiça por ter supostamente forjado o ataque de neonazistas que disse ter sofrido no dia 9 de fevereiro, na estação de trem de Stettbach, em Dübendorf, cidade vizinha a Zürich. Ela disse que os agressores teriam escrito a sigla SVP (em português, Partido do Povo Suíço ou União Democrática de Centro) em várias partes do seu corpo. Paula contou ainda que estava grávida de gêmeos e que, em função da violência do ataque, abortou os bebês no banheiro da estação.

No dia 18 de fevereiro, a revista semanal Die Weltwoche publicou uma reportagem dando detalhes sobre o depoimento da brasileira à polícia de Zurique. A publicação sustenta que Paula teria admitido a farsa e contado que se mutilou com uma faca que carregava na bolsa.