Uribe: apenas Cruz Vermelha e Igreja podem atuar em resgate de refém

Agência ANSA

BOGOTÁ - O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, reiterou hoje que apenas o Comitê Internacional da Cruz Vermelha e a Igreja Católica poderão participar do resgate do militar Pablo Emilio Moncayo, cuja libertação foi prometida pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

Desta forma, o mandatário voltou a recusar a inclusão de qualquer outro mediador nas negociações. Quando anunciaram que soltariam o oficial, as Farc exigiram que ele fosse entregue a uma missão liderada pela senadora Piedad Córdoba e por seu pai, o professor Gustavo Moncayo.

Durante uma cerimônia militar realizada em Bogotá, Uribe pediu à polícia e ao Exército do país que atuem para que sejam libertados todos os 23 reféns políticos que seguem com a guerrilha, além de Moncayo, mantido em cativeiro há 11 anos.

- Não podemos permitir que esta libertação gota a gota daqueles que nunca poderiam ter sido sequestrados seja usada como uma estratégia de propaganda política do terrorismo - disse. - O Exército e a polícia farão tudo o que estiver ao alcance para que nossas forças públicas em algum momento os libertem [os reféns].

Piedad Córdoba, uma das principais adversárias políticas de Uribe, foi quem coordenou a missão que em fevereiro resgatou outros seis reféns soltos pelas Farc. As operações contaram com o apoio logístico do Brasil, que cedeu oficiais e helicópteros.