EUA: Indústria de saúde poupará US$ 2 tri

Jornal do Brasil

WASHINGTON - Representantes da indústria de saúde nos Estados Unidos apresentaram nesta segunda-feira, ao presidente Barack Obama um plano para limitar os valores cobrados dos pacientes por médicos, hospitais e pela indústria farmacêutica. A previsão da Casa Branca é de que o plano voluntário da indústria privada gere uma economia de US$ 2 trilhões ao longo de dez anos.

As medidas voluntárias foram anunciadas no momento em que os americanos discutem uma ampla reforma no seu sistema de saúde.

O plano, que será adotado voluntariamente pela indústria da saúde, prevê que os custos totais da indústria não subirão mais do que 1,5% por ano até 2019. Os custos serão controlados através de reformas para melhorar a eficiência da administração dos hospitais.

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A proposta foi apresentada ao presidente Barack Obama em uma cerimônia na Casa Branca pelos representantes de diferentes entidades, como a Associação Médica Americana, a Associação Hospitalar Americana e a Pharmaceutical Research and Manufacturers of America, ligada à indústria farmacêutica.

Acompanhado de diversos representantes da indústria, o presidente Barack Obama apresentou as novas medidas em cerimônia na Casa Branca, na qual qualificou o compromisso voluntário da indústria como um evento histórico na longa e elusiva busca por reformas no setor de saúde .

Nós não podemos continuar neste mesmo caminho perigoso no qual estamos há tantos anos, com custos que estão fora de controle, porque reforma não é um luxo que possa ser adiado, é sim uma necessidade que não pode mais esperar disse Obama durante discurso lido durante a cerimônia.

O governo Obama trabalha para modernizar o ineficiente sistema americano de saúde, que é um dos mais caros do mundo. Mais de 46 milhões de americanos não têm plano de saúde, apesar de o governo gastar mais vários trilhões por ano. Com os limites anunciados pela indústria, o governo americano espera que mais pessoas tenham acesso ao sistema de saúde.

Obama prometeu submeter ao Congresso americano um projeto de reforma até o final deste ano. Entre os projetos do presidente para a área está a criação de um novo seguro de saúde público que poderia eventualmente competir com planos de saúde privados.