Ser católica em região muçulmana é tarefa árdua, diz brasileira

Portal Terra

AMÃ - Para as irmãs brasileiras Maria Laudis Gloriae e Maria Rainha do Céu ser católica em uma região muçulmana é uma tarefa árdua. As duas, missionárias no Egito, compareceram à missa celebrada pelo Papa no Estádio Internacional de Amã e afirmaram que a Jordânia é uma exceção de boa convivência inter-religiosa em uma região consideravelmente intolerante.

"Aqui na Jordânia é mais fácil. Há paz, tanto que católicos e muçulmanos adoram o Rei Abdullah II mesmo ele sendo islâmico", afirmou Laudis. Após a visita do Papa à Jordânia Laudis disse que retornaria ao Egito antes de partir em uma missão humanitária no Iraque. "Lá, por causa da guerra é onde a situação dos católicos é pior. No Egito também é ruim, mas bem menos."

Já a irmã Rainha afirmou que seguria a peregrinação de Bento XVI pela Terra Santa. Amanhã, o pontífice deixa Amã e parte para Tel Aviv para uma visita de cinco dias pelo país. Rainha disse que só conseguiu autorização para ir a Israel porque os agentes de fronteira da Jordânia não carimbaram seu passaporte na entrada. Do contrário as autoridades israelenses dificultariam sua entrada no país.

Maria Laudis, natural de Pernambuco, afirmou que está fora do Brasil há seis anos e meio e que a visita de Bento XVI ao Oriente Médio significa que o pontífice tem interesse em perpetuar o diálogo interreligioso propagado por seu antecessor. "Ele passa uma mensagem de paz, de dignidade humana e de unidade."