OMS registra mais de 300 casos de gripe suína em um dia; mortos são 30

JB Online

GENEBRA - Em um mesmo dia, a Organização Mundial de Saúde (OMS) passou de 1.124 para 1.490 a confirmação do número de casos de gripe suína no mundo. As mortes também subiram, de 26 para 30 (29 no México e uma nos Estados Unidos).

Os demais países que confirmaram casos são: Áustria, Canadá, China (Hong Kong), Costa Rica, Colômbia, Dinamarca, El Salvador, França, Alemanha, Irlanda, Israel, Itália, Holanda, Nova Zelândia, Portugal, República da Coreia, Espanha, Suíça e Reino Unido.

Os Estados Unidos têm agora 403 casos confirmados de gripe suína em 38 estados, com apenas uma morte, informou o Centro de Controle e Prevenção de Doenças do país (CDC) nesta terça-feira.

Autoridades do CDC disseram acreditar que o vírus H1N1 da gripe suína, como a doença ficou conhecida, deve se espalhar para todos os estados e provocar casos graves, até mesmo algumas mortes.

Até o momento, no entanto, a doença tem se manifestado de uma maneira branda.

E o México vai manter a maioria de suas escolas fechadas até dia 11 de maio devido à epidemia, afirmou o prefeito da capital mexicana, Marcelo Ebrard.

O governo havia determinado o fechamento de escolas no país até o dia 6 de maio para evitar a contaminação pelo vírus H1N1 e a propagação da doença, popularmente conhecida como 'gripe suína'.

Os alunos com até 15 anos vão ficar sem aula, mas os mais velhos retornarão na quinta-feira, afirmou o prefeito.

O diretor-geral adjunto da OMS, Keiji Fukuda, disse que a idade média dos infectados não chega aos 30 anos.

Fukuda afirmou que os cientistas da OMS estão investigando o motivo pelo qual os jovens estão sendo mais afetados, e disse que um deles pode ser de tipo social, 'simplesmente porque os jovens viajam mais'.

Paralelamente, informou que a OMS agora estima que o período de incubação é entre um dia e uma semana, e não duas semanas, como pensavam antes, 'o que significa que está se aproximando do período de incubação de uma gripe normal sazonal'.

Uma avião fretado pelo gverno do México chegou nesta terça-feira à China para buscar os cidadãos daqueles país que estão isolados em quarentena. Seis estudantes mexicanos se recusaram a deixar a China.

O Ministério de Assuntos Exteriores chinês informou que o isolamento dos mexicanos não é discriminatório. - As medidas de quarentena às quais foram submetidos não são especificamente dirigidas contra cidadãos mexicanos e não são discriminatórias - disse o porta-voz do Ministério, Ma Zhaoxu.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) está observando atentamente a disseminação do vírus H1N1 fora da América do Norte para decidir se declara a existência de uma pandemia, disse o diretor-geral assistente da OMS, Keiji Fukuda.

Fukuda afirmou que a maioria das pessoas infectadas na Europa e na Ásia até o momento esteve no México, o epicentro da epidemia, e não pegou o vírus da comunidade em geral.

Ainda não está claro quando a agência da Organização das Nações Unidas (ONU) elevará o alerta pandêmico nem mesmo se vai de fato elevá-lo para o máximo da escala de seis pontos e ativar os planos de emergência para combater o vírus conhecido popularmente como o da "gripe suína". - Continuamos a ver uma série de infecções relacionadas a viagens em uma série de países diferentes - disse Fukuda a jornalistas em Genebra, onde a OMS é sediada.

- Não temos certeza sobre quando iremos para a fase 6 - enfatizou. Ele ressaltou que a classificação de pandemia não significaria que a OMS espera muitas mortes ou doenças graves por causa do vírus. A principal preocupação, afirmou ele, é a possibilidade de a doença se estabelecer em países ao redor do mundo e emergir sob uma forma mais perigosa com o tempo. A disseminação para países no Hemisfério Sul como a Nova Zelândia, que estão entrando no inverno, quando a gripe tende a ser mais aguda é uma preocupação especial, de acordo com Fukuda.

Ele enfatizou que, embora as autoridades mexicanas tenham dito que o surto de gripe local já atingiu o seu ápice, o mundo não deveria baixar guarda e parar de monitorar a nova doença. - Não é que a vigilância deve ser intensa apenas no Hemisfério Sul. Ela deve ser intensa em todo lugar. Agora nós realmente não sabemos como isso ocorrerá - disse Fukuda.

E mais de 1.540 cientistas se reúnem nesta terça-feira para discutir suas impressões sobre o vírus H1N1, inclusive a gravidade e tempo de incubação, disse a Organização Mundial da Saúde (OMS).

A teleconferência do comitê científico da OMS tem o objetivo de tentar preencher lacunas no conhecimento sobre a nova doença. - É importante que o comitê científico se reúna para compartilhar informações e tentar entender o período de incubação, a gravidade da doença e também quais faixas etárias são mais afetadas - disse Fadela Chaib, porta-voz da OMS.

Por enquanto, segundo ela, não há planos de convocar uma reunião do comitê de emergências, que poderia recomendar a elevação do nível de alerta contra pandemias, que permanece no grau 5 (numa escala até 6).

A OMS também anunciou que vai começar a enviar nesta terça-feira estoques do medicamento Tamiflu suficientes para tratar 2,4 milhões de pessoas em 72 países, inclusive o México.

Com agências