OMS ainda avalia se vai declarar pandemia de gripe

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GENEBRA - A Organização Mundial de Saúde (OMS) está observando atentamente a disseminação do vírus H1N1 fora da América do Norte para decidir se declara a existência de uma pandemia, disse o diretor-geral assistente da OMS, Keiji Fukuda.

Fukuda afirmou que a maioria das pessoas infectadas na Europa e na Ásia até o momento esteve no México, o epicentro da epidemia, e não pegou o vírus da comunidade em geral.

Ainda não está claro quando a agência da Organização das Nações Unidas (ONU) elevará o alerta pandêmico nem mesmo se vai de fato elevá-lo para o máximo da escala de seis pontos e ativar os planos de emergência para combater o vírus conhecido popularmente como o da "gripe suína".

- Continuamos a ver uma série de infecções relacionadas a viagens em uma série de países diferentes - disse Fukuda a jornalistas em Genebra, onde a OMS é sediada.

- Não temos certeza sobre quando iremos para a fase 6 - enfatizou. Ele ressaltou que a classificação de pandemia não significaria que a OMS espera muitas mortes ou doenças graves por causa do vírus.

A principal preocupação, afirmou ele, é a possibilidade de a doença se estabelecer em países ao redor do mundo e emergir sob uma forma mais perigosa com o tempo. A disseminação para países no Hemisfério Sul como a Nova Zelândia, que estão entrando no inverno, quando a gripe tende a ser mais aguda é uma preocupação especial, de acordo com Fukuda.

Ele enfatizou que, embora as autoridades mexicanas tenham dito que o surto de gripe local já atingiu o seu ápice, o mundo não deveria baixar guarda e parar de monitorar a nova doença. - Não é que a vigilância deve ser intensa apenas no Hemisfério Sul. Ela deve ser intensa em todo lugar. Agora nós realmente não sabemos como isso ocorrerá - disse Fukuda.

A OMS confirmou 1.124 infecções, incluindo 26 mortes, em 21 países. Muitas pessoas apresentaram apenas sintomas leves da gripe e se recuperaram totalmente sem medicamentos.