Governadores mexicanos pedem plano econômico para enfrentarem a gripe

Agência ANSA

CIDADE DO MÉXICO - Governadores mexicanos pediram ao presidente Felipe Calderón um plano de apoio de reativação da economia do país, devido à epidemia da nova gripe, causada pelo vírus A (H1N1), informou hoje o jornal Reforma.

Ontem, Calderón se reuniu com 31 governadores e com o chefe de Governo do Distrito Federal, Marcelo Ebrard, com quem discutiu a situação do país em decorrência do surto da doença, inicialmente chamada de "gripe suína". Segundo último balanço divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), foram confirmados 590 casos de contágio no país e 25 mortes.

De acordo com a publicação, o plano proposto pelos governadores, intitulado "S.O.S. Estados", consiste em um pacote de medidas de apoio à economia interna, como ações para melhorar também a imagem do México no exterior.

Devido ao contágio da nova gripe, identificada primeiramente no México e que já chegou a outros 20 países, cidadãos mexicanos têm enfrentado problemas em outras nações, voos provenientes e com destino a cidades do país também sofrem controles.

Argentina, Cuba, Equador, Peru e China, por exemplo, suspenderam temporariamente voos provenientes do México por temor a uma propagação do vírus, que já contagiou 1.124 pessoas em todo o mundo.

Após o encontro, os governadores disseram também que Calderón foi informado sobre as consequências da epidemia para os estados e as medidas que devem ser implementadas.

Segundo as autoridades que participaram do encontro, um dos principais temas foi a questão do turismo, que deverá enfrentar uma queda de 50% nas próximas semanas.

Por sua parte, o presidente prometeu a aplicação de incentivos fiscais para o setor. "Entre outras medidas, vamos reduzir, temporariamente, os impostos cobrados aos cruzeiros de turistas que venham ao nosso país". O governo também se concentrará em recuperar o crescimento econômico, além de conter a epidemia.

Também ontem, o governo mexicano anunciou o retorno gradual à normalidade com a volta de atividades que estavam paralisadas há uma semana, como escolas e escritórios públicos, mas esclareceu que o alerta epidemiológico continuará em vigor enquanto forem registrados novos casos da doença.