Menino constrange Condoleezza

Jornal do Brasil

DA REDAÇÃO - Alguns dias depois de cometer uma gafe ao dizer a alunos da Universidade de Stanford, na Califórnia, que a técnica de interrogatório que simula afogamento era legal contanto que fosse autorizada pelo presidente , a ex-secretária de Estado de George Bush, Condoleezza Rice, encontrou-se encurralada de novo, mas desta vez por uma pergunta feita por um aluno da quarta série primária de uma escola judaica de Washington, segundo divulgou segunda-feira o jornal Washington Post .

Em sua primeira aparição após deixar o governo, Condoleezza respondeu docemente a perguntas inofensivas previamente preparadas pelos alunos, com a supervisão dos professores, sobre viagens para o exterior, a importância de aprender línguas, como foi crescer em uma cidade segregada, entre outras.

Mas o fim das perguntas inocentes chegou quando o estudante Misha Lerner perguntou o que Condoleezza achou sobre as acusações do governo Obama em relação aos métodos que o governo Bush usou para extrair informações de prisioneiros?

Sem perder o sorriso, a ex-secretária de Estado de Bush disse relutar criticar Obama e frisou que o presidente Bush deixou muito claro que queria fazer tudo o que pudesse para proteger o país .

Após o 11 de Setembro, queríamos proteger o país. Mas ele [Bush] também deixou muito claro que não faria nada contra a lei ou contra as nossas obrigações internacionais. Assim, o presidente queria apenas autorizar políticas legais para proteger o país disse.

Condoleezza justificou as atitudes de Bush lembrando que foi um tempo muito difícil , e que todos os americanos estavam aterrorizados com a possibilidade de um novo ataque.

O 11 de Setembro foi o pior dia da minha vida no governo, assistir três mil americanos morrerem. Até mesmo sob as mais difíceis circunstâncias, o presidente não estava preparado para fazer algo ilegal, e espero que as pessoas entendam que estávamos tentando proteger o país.

De acordo com a mãe do menino Misha, Inna Lerner, a formulação original da pergunta era ainda mais dura, pois o menino pretendia perguntar: Se você trabalhasse para o governo Obama, seria a favor de tortura?

Mas os professores do colégio judaico pediram para Misha suavizar a pergunta e retirar a palavra tortura .

Apesar da surpresa, Condoleezza pareceu não ficar aborrecida com o estudante, de acordo com o Washington Post. No fim do dia, Mischa ganhou uma foto exclusiva ao lado da convidada ilustre.