Israel lança ataques aéreos contra túneis

Jornal do Brasil

DA REDAÇÃO - O governo de Israel retomou os ataques contra a Faixa de Gaza, com aviões de guerra atacando sexta-feira túneis subterrâneos na fronteira entre a Faixa de Gaza e o Egito.

Os túneis, segundo o governo israelense, são usados para contrabando de armas e outros bens. O ataque deixou uma pessoa levemente ferida, de acordo com o Hamas.

O último ataque na região havia acontecido duas semanas atrás. Entre janeiro e dezembro, Israel invadiu a Faixa de Gaza para interromper o lançamento de foguetes do território contra o sul do país. O confronto com forças do movimento islâmico deixou 1,4 mil palestinos mortos e vitimou 13 israelenses.

Ajuda

Apesar da pressão internacional, as Nações Unidas alertaram que nenhum centavo do pacote de reconstrução prometido de US$ 4,5 bilhões chegou à Faixa de Gaza por causa das restrições na fronteira.

Os doadores internacionais prometeram o dinheiro em março para ajudar a economia palestina e a reconstrução de Gaza após três semanas de ofensiva militar israelense. Mas, segundo o chefe da agência da ONU de Assistência aos Refugiados Palestinos, John Ging, Gaza ainda não se beneficiou de nada em razão das restrições sobre o fluxo de bens para dentro do território.

Não há perspectiva de recuperação ou de reconstrução até que possamos ter acesso aos materiais de construção avaliou Ging. Foram prometidos bilhões de dólares para a recuperação e a reconstrução e, no entanto, nada disso pode de fato se ligar àqueles cujas vidas foram destruídas.

Israel disse ter aberto a fronteira de Gaza a quantidades maiores de alimentos e medicamentos desde a ofensiva de dezembro e janeiro contra militantes do Hamas que controlam o enclave palestino e estavam disparando foguetes contra cidades israelenses.

A guerra destruiu cerca de 5 mil residências e, de acordo com grupos de direitos humanos palestinos, matou mais de 1.400.

Desde que o Hamas dominou a Faixa de Gaza em 2007 após uma guerra civil com a facção secular Fatah, do presidente palestino Mahmoud Abbas Israel intensificou o bloqueio à faixa de 45 quilômetros em um esforço para enfraquecer o Hamas. O Egito também restringiu a movimentação na fronteira com Gaza.

Ging disse que a comunidade internacional deveria encontrar uma solução para a questão das fronteiras e providenciar um melhor acesso de bens e serviços para os habitantes de Gaza.

Hoje o dinheiro está lá em promessas e o povo de Gaza continua a sobreviver nos destroços de suas vidas anteriores e, infelizmente, a atenção do mundo foi para outro lado, o que aumenta o desespero das pessoas alertou.