Israel propõe chamar epidemia de gripe do México e irrita embaixador

Agência ANSA

TEL AVIV - O embaixador mexicano em Israel, Federico Salas Lofte, apresentou um protesto à chancelaria localizada em Tel Aviv contra a proposta do vice-ministro da Saúde israelense, Yakov Litzman, de passar a chamar a gripe suína de "gripe do México".

Em um telefonema feito ao diretor da divisão da América Central do Ministério das Relações Exteriores de Israel, Daniel Saban, o embaixador afirmou ter ficado "ofendido e preocupado" pela proposta.

Litzman, que é rabino e membro do partido ultraortodoxo Yahadut HaTorah, disse que a proposta não tinha a intenção de ofender, mas de evitar a designação "gripe suína", já que o animal é considerado impuro pelo judaísmo.

Na segunda-feira passada, dias após a divulgação dos primeiros casos e das primeiras suspeitas da doença, a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) afirmou que o vírus da gripe suína não foi isolado em animais e que, por isso, não deveria ter esse nome.

A designação "gripe suína" também foi considerada errônea por organizações de diversos países e por criadores de porcos e os agricultores que dependem de sua criação para viver.

Até o momento, 14 países confirmaram a doença, que é transmitida pelo vírus H1N1, de pessoa para pessoa e não de animal para pessoa. No México, onde acredita-se que surgiu a gripe, 159 pessoas morreram de pneumonia, supostamente infectados.

Embora não seja transmitida pelo porco e seu consumo também não seja considerado um fator de risco, Gana, Rússia, China, Equador e Ucrânia divulgaram que irão impor restrições às importações de carne suína dos Estados Unidos e do México. Outros países, como o Egito, iniciaram o sacrifício dos animais.