Panamá é o novo membro da Associação Latino-Americana de Integração

Agência ANSA

CIDADE DO PANAMÁ - O Panamá foi integrado nesta quarta-feira à Associação Latino-Americana de Integração (Aladi), sendo a 13º nação a ser incorporada ao bloco comercial, o que deve abrir "grandes oportunidades" ao país.

Segundo a ministra panamenha de Comércio e Indústrias, Gisela Alvarez de Porras, a união ao grupo "abrirá uma grande quantidade de oportunidades" ao país.

- A integração com este bloco nos dá a oportunidade de apresentar todas as propostas tarifárias que consideramos importantes - explicou De Porras.

Ressaltando que "todos os setores produtivos panamenhos foram devidamente considerados e protegidos", a ministra informou que o Panamá solicitou "a exceção aos protolocos de mais de 900 linhas tarifárias".

O Panamá mantém atividades comerciais com os outros doze países que integram o bloco: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Cuba, Equador, México, Paraguai, Peru, Uruguai, Venezuela.

A adesão do país foi aprovada por unanimidade pelo organismo, criado em agosto de 1980 e com sede em Montevidéu, no Uruguai. O objetivo do bloco é promover a criação de uma área de preferências econômicas e tarifárias na América Latina.

O secretário-geral da Aladi, Hugo Saguier Caballero, afirmou que a incorporação do Panamá "fortalecerá o empenho e o esforço para fazer desta região um cenário de oportunidades e alianças para estabelecer o mercado comum latino-americano".

Para a ministra panamenha, a aceitação do país como membro do grupo - a qual deve ser oficializada nas próximas semanas - é "pertinente e natural", dada a condição do Panamá de ser "facilitador da integração", por meio do Canal Interoceânico.

A Aladi é o maior bloco de integração da região, com 500 milhões de pessoas vivendo em uma área de aproximadamente 20 milhões de quilômetros quadrados.