Doze são presos por envolvimento em incêndio em TV chinesa

Portal Terra

PEQUIM - A polícia de Pequim prendeu 12 pessoas que supostamente teriam se envolvido no incêndio acidental que destruiu um dos prédios do novo complexo da Televisão Central da China (CCTV) em fevereiro, informou, nesta quarta, à agência Xinhua, uma fonte da Procuradoria Municipal da capital chinesa.

De acordo com a mesma fonte, a procuradoria decidiu prender os 12 suspeitos em 17 de março. Eles foram detidos mas não foram oficialmente presos em 11 de fevereiro, dois dias após o incêndio, que ocorreu em 9 do mesmo mês.

Entre os 12 presos estão o ex-chefe do Departamento de Construção da CCTV e ex-responsável pela construção da nova sede da estatal, Xu Wei, três dos seus ex-colegas e oito funcionários da Companhia de Fogos de Artifício Sanxiang, com sede na província de Hunan. Foi um dos foguetes lançados com a anuência dessas oito pessoas que causou o grande incêndio.

Xu Wei foi detido pela polícia de Pequim logo após o incêndio, enquanto os funcionários da Companhia Sanxiang fugiram para a província vizinha de Hebei, de acordo com autoridades chinesas.

Além desses 12 envolvidos diretamente, outras cinco pessoas foram presas em 15 de fevereiro por terem transportado ilegalmente os fogos de artifício lançados na nova sede da CCTV, todos de tipos proibidos.

O incêndio começou na noite de 9 de fevereiro em um prédio de 30 andares na nova sede da CCTV, onde funcionava o luxuoso Hotel Mandarin Oriental e alguns novos escritórios do canal de televisão. Um bombeiro morreu e outros seis ficaram feridos ao tentar apagar as chamas, que também atingiram um operário que estava em um canteiro de obras.

A CCTV contratou a Companhia Sanxiang para lançar fogos de artifício da classe A na sua nova sede para comemorar o Festival da Lanterna, que marca o fim das atividades do Ano-novo Chinês, o feriado mais importante na China.