México anuncia visita oficial de Obama ao país em abril

Agência ANSA

CIDADE DO MÉXICO - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, irá visitar oficialmente o México nos próximos dias 16 e 17 de abril, anunciou nesta quarta-feira o porta-voz da presidência do México, Maximiliano Cortázar.

O funcionário informou que Obama irá abordar com o presidente mexicano, Felipe Calderón, temas ligados ao comércio, segurança, meio ambiente, imigração e bem-estar social.

O anúncio ocorre a menos de uma semana da chegada ao México da secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, e após as declarações de Obama de avaliar a possibilidade de enviar tropas da Guarda Nacional para combater a violência gerada pelos cartéis de narcotráfico na fronteira entre os dois países.

A visita de Hillary será nos próximos dias 25 e 26 de março, para revisar com sua homóloga mexicana, Patrícia Espinosa, o avanço dos programas e estratégias de cooperação definidos no encontro realizado entre os presidentes Calderón e Obama no último dia 12 de janeiro.

Para a visita de Obama, o porta-voz, no entanto, não esclareceu o local nem os detalhes da visita, mas apontou que ela ressalta a alta prioridade que ambos os presidentes dão ao fortalecimento da relação bilateral.

Na semana passada o México exigiu dos Estados Unidos, por meio do Ministério do Interior, que reconheça sua "liderança e compromisso" na luta contra a "ameaça comum do crime organizado".

A exigência ocorreu no marco de uma guerra de declarações entre ambos os países diante da violência no México, do fim de um programa piloto que beneficiava os caminhoneiros mexicanos e a da redução do apoio econômico norte-americano para o combate ao narcotráfico.

Nesta semana, o governo mexicano divulgou uma lista de 90 produtos norte-americanos sobre os quais irá aumentar a tarifa alfandegária em represália ao cancelamento por parte dos Estados Unidos do programa piloto que permitia a caminhoneiros mexicanos transportar bens entre as fronteiras dos dois países.

Com a medida, México eliminou as tarifas preferenciais de produtos dos Estados Unidos, assim como previsto pelo Tratado de Livre Comércio da América do Norte (Tlcan).

No México a violência gerada pelos narcotraficantes provocou a morte de pelo menos 6.500 pessoas em 2008 e outras mil nos três primeiros meses deste ano, motivo pelo qual é objeto de várias audiências programadas pelo Legislativo norte-americano neste mês e no próximo.