Rumo à África, papa pede que continente não seja esquecido

Agência ANSA

ROMA - Ao embarcar rumo à África, o papa Bento XVI lançou um apelo esta manhã à comunidade internacional para que o continente africano não seja esquecido diante da crise econômica mundial. Bento XVI também declarou que a crise econômica deve retomar a centralidade da ética. - Esta crise econômica é o produto de um déficit de ética - afirmou.

O pontífice também falou sobre sua próxima encíclica, a terceira, que será destinada a problemas sociais e econômicos. - Estava quase pronta, mas veio a recessão mundial e tivemos que re-trabalhar o conteúdo para oferecer uma mensagem à humanidade nesta conjuntura - disse. A viagem de Bento XVI à África tem como objetivo levar uma mensagem de paz e reforçar o empenho dos católicos para a reconciliação e a justiça.

Esta é a 11ª viagem internacional de Bento XVI, e a primeira à África, onde visitará Camarões e Angola. Segundo o Vaticano, os países foram escolhidos por seu valor simbólico. O primeiro possui mais de 250 etnias, uma população dividida entre católicos, muçulmanos, protestantes e outras religiões, e tem como língua oficial o francês e o inglês. O segundo fala português e representa a vontade de reconstrução, após 27 anos de guerra civil (1975-2002).

Em Iaundê, capital de Camarões, onde deverá chegar por volta das 16h (12h de Brasília), o papa se reunirá com representantes da Igreja católica, muçulmanos e enfermos - entre eles, portadores do vírus HIV. Em 19 de março, Bento XVI entregará a bispos africanos o documento preparatório do Sínodo de Bispos que será realizado em outubro no Vaticano. Em 20 de março, o pontífice chega a Luanda, capital angolana.