ONU tem fila para críticas a direito a veto das potências

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NAÇÕES UNIDAS - Países em desenvolvimento e potências europeias se uniram na terça-feira na ONU para criticar os direitos de veto de cinco nações no Conselho de Segurança, disseram diplomatas.

O coro de críticas começou na segunda-feira e continuou na terça-feira em uma sessão a portas fechadas da Assembleia Geral para tratar da reforma e ampliação do Conselho de Segurança, o órgão mais poderoso da ONU.

De acordo com relatos de diplomatas, a maioria dos oradores atacou os poderes concedidos a Estados Unidos, Grã-Bretanha, França, China e Rússia, as cinco potências mundiais vencedoras da Segunda Guerra Mundial.

Sob o Tratado de Não-Proliferação Nuclear, de 1970, os cinco obtiveram um status especial como Estados nucleares oficiais.

Segundo os diplomatas participantes, a maioria dos oradores disse que o direito a veto é obsoleto e deveria ser abolido. As críticas mais incisivas teriam partido dos países em desenvolvimento, especialmente da África.

O veto foi usado 261 vezes desde 1946. Mas o embaixador da Itália na ONU, Giulio Terzi, disse que, mesmo quando não usado, ele pode alterar ou bloquear discussões sobre questões urgentes.

- Repetidamente, o 'veto oculto' impediu discussões substanciais que são cruciais para a paz e a segurança - disse.

No mês passado, começou a discussão entre os Estados membros da ONU a respeito da ampliação do Conselho, de modo que sua composição reflita melhor o mundo atual. Diplomatas dizem que um dos maiores pontos de discordância é sobre a concessão de poderes de veto aos novos membros permanentes do Conselho.