Equador anuncia grupo que investigará bombardeio colombiano

Agência ANSA

QUITO - O governo do Equador criou oficialmente nesta terça-feira sua comissão de "transparência e verdade" para investigar o ataque do Exército colombiano contra as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) realizado em seu território, no dia 1º de março de 2008.

O grupo será formado por Francisco Huerta, Enrique Galarza, Israel Batista, Walter Gellibert e Carlos Moncayo, todos ligados a organizações civis, informou o ministro do Interior do país, Gustavo Jalkh.

Os cinco nomes foram selecionados pelo presidente Rafael Correa, que ao todo recebeu 30 indicações da Igreja Católica, de ONGs, universidades e da imprensa.

A comissão também investigará o possível envolvimento de ex-membros do governo no bombardeio colombiano.

Uma das suspeitas recai sobre o ex-subsecretário do Interior José Ignacio Chauvin, que afirmou ter se reunido com o guerrilheiro Raúl Reyes, então número dois das Farc morto na ação militar de 1º de março, junto a outras 25 pessoas.

As autoridades de Quito investigam também funcionários responsáveis pela segurança do presidente que viajaram à Colômbia dias antes da operação e que poderiam ter recebido informações privilegiadas da Inteligência do país vizinho.

O ataque colombiano custou o rompimento das relações diplomáticas entre os dois países, que ainda não foram retomadas.

Na tentativa de solucionar o impasse, a Organização dos Estados Americanos (OEA) busca mediar um diálogo de reaproximação, enviando missões especiais a Equador e Colômbia.

Os governos de Quito e Bogotá, porém, continuam a fazer exigências e acusações mútuas em relação à segurança na área de fronteira.