Obama se diz indignado com bônus para executivos da AIG

Jeff Mason e David Alexander, REUTERS

WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, demonstrou indignação nesta segunda-feira com o pagamento de bônus para funcionários de primeiro escalão da AIG e determinou ao secretário de Tesouro que impeça o pagamento, se possível.

Pouco depois, um porta-voz da Casa Branca afirmou que o Tesouro pode impor regras a uma nova linha de crédito de 30 bilhões de dólares que impeça a manutenção desses bônus.

A seguradora tem se mantido viva com dinheiro dos contribuintes norte-americanos, já tendo recebido 180 bilhões de dólares em recursos do governo dos EUA. Agora, a companhia está pagando 165 milhões de dólares em bônus.

- Essa é uma corporação que está em dificuldades financeiras por causa da negligência e da ganância - disse Obama.

- Sob essas circunstâncias, é difícil entender como operadores de derivativos da AIG garantiram algum bônus, muito menos 165 milhões de dólares em pagamentos extras - disse o presidente em comentários feitos na Casa Branca.

- Como eles justificam esse ultraje aos contribuintes que mantêm a empresa operando?

Obama disse que pediu ao secretário de Tesouro, Timothy Geithner, que busque "toda via legal possível" para cancelar esses bônus.

- Quero que todas tenham claro que o secretário Geithner está nesse caso. Ele está trabalhando para resolver essa questão com o novo presidente-executivo (da AIG), Edward Liddy, que, a propósito, todos precisam saber que subiu a bordo depois que foram acordados esses contratos que levaram a esses bônus no ano passado - disse Obama.

O presidente defendeu ainda a necessidade de uma reforma no sistema regulatório do sistema financeiro para impedir que episódios como esses voltem a acontecer.