Jobim: é cedo para que Conselho de Defesa discuta crise diplomática

Agência ANSA

BRASÍLIA - O ministro da Defesa, Nelson Jobim, disse nesta terça-feira que não se pode fazer previsões sobre a posição que o Conselho de Defesa Sul-americano (CDS) poderia assumir em relação à crise diplomática entre Equador e Colômbia.

As relações entre Quito e Bogotá estão rompidas desde março do ano passado, quando o Exército colombiano bombardeou um acampamento das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em território equatoriano. O ataque matou 26 pessoas, entre elas Raúl Reyes, então número dois da guerrilha.

O ministro pediu "tranquilidade" e disse que é cedo para que o Conselho de Defesa trate do assunto. Jobim falou no Chile durante a primeira reunião do órgão, criado por iniciativa brasileira logo após o início da crise entre os dois países.

Segundo ele, o CDS é um fórum que tem a função de gerar consensos sobre temas de segurança, e que por isso tem condições de discutir problemas específicos dos países da região.

Desde o ataque, os governos de Equador e Colômbia fazem exigências mútuas para a retomada das relações. No início deste mês, a polêmica foi reacesa depois que o ministro da Defesa da Colômbia, Juan Manuel Santos, defendeu a operação militar em uma entrevista.

Na ocasião, Santos definiu como um ato de "legítima defesa" atacar terroristas que estejam fora do país. As afirmações foram condenadas por autoridades do Equador e também da Venezuela.