Família de Eluana Englaro entrará com pedido de ações indenizatórias

Agência ANSA

UDINE - A família de Eluana Englaro, morta em 9 de fevereiro após 17 anos de coma irreversível, entrou com ações de ressarcimento por danos eventualmente provocados por médicos, políticos e religiosos. Segundo os advogados da família, as ações também se referem ao anestesista Amato De Monte, coordenador da equipe médica que interrompeu a alimentação e a hidratação de Eluana, e estão relacionadas às definições de "assassino" e "homicida" atribuídas a Beppino Englaro (pai de Eluana) e De Monte.

Os fundos arrecadados serão transferidos à associação 'Para Eluana' e utilizados para financiar iniciativas para o testamento biológico, que é tema de um projeto de lei em tramitação no Parlamento italiano.

Na última semana, foi aberto um inquérito para investigar 14 pessoas acusadas de homicídio voluntário, incluindo Beppino Englaro, De Monte e 12 integrantes da associação 'Para Eluana'.

Eluana entrou em coma em 1992, após sofrer um grave acidente de carro. Ela faleceu no último dia 9 na clínica Le Quiete, em Udine, nordeste da Itália, depois de passar 17 anos em estado vegetativo.

Segundo a autópsia, Eluana sofreu uma parada cardiorespiratória, após ter sua alimentação artificial suspensa sob permissão da justiça italiana. A decisão provocou protestos de políticos, religiosos e entidades contrárias ao desligamento dos aparelhos.