EUA confirmam 'participação ativa' no Conselho dos Direitos Humanos

Agência AFP

GENEBRA - Os Estados Unidos confirmaram nesta quarta-feira sua 'participação como observador ativo' do Conselho dos Direitos Humanos da ONU, uma entidade que o país vinha ignorando desde sua criação, em 2006.

- Nossa participação como observador ativo é um sinal do compromisso da administração americana em fazer progredir a causa dos direitos humanos e reforçar a eficiência das instituições internacionais - declarou o encarregado de negócios americano Mark Storella diante do Conselho, reunido em Genebra para sua 10ª sessão.

Entretanto, os Estados Unidos estão 'preocupados' com a 'politização dos direitos humanos', e pelo fato de o Conselho 'se focalizar repetidamente em um único país', ressaltou o diplomata.

O porta-voz do Departamento de Estado americano, Robert Wood, foi ainda mais explícito domingo, quando criticou em comunicado a 'orientação anti-israelense' do Conselho.

Storella também lamentou 'o fracasso do Conselho até agora em responder às violações dos direitos humanos mais evidentes'.

Ele também expressou a 'preocupação' de seu país com as 'tentativas isoladas, mas alarmantes, de algumas pessoas de utilizar as resoluções do Conselho para desrespeitar direitos humanos como a liberdade de expressão'.

Os Estados Unidos prometeram 'aproveitar cada oportunidade de consolidar as antigas parcerias, e de criar novas parcerias' para trabalhar em prol do fortalecimento da instituição, apostando na 'vontade' de todos seus atores - membros e observadores" de 'superarem' suas divergências.

O Conselho dos Direitos Humanos foi criado pela Assembleia Geral das Nações Unidas em março de 2006 para suceder à Comissão dos Direitos Humanos, muito criticada pelos mesmos motivos.

Os Estados Unidos e Israel se opuseram à resolução que criou o Conselho.