Colômbia anuncia morte de ideóloga das Farc

REUTERS

BOGOTÁ - Uma influente guerrilheira das Farc que participara de uma frustrada negociação de paz com o governo e era acusada de vários ataques contra as Forças Armadas morreu num combate que desarticulou uma importante estrutura rebelde, disse o Exército colombiano nesta quarta-feira.

A morte de Mariana Paz, ideóloga das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), ocorreu na sexta-feira nos arredores da localidade de Nazareth, no departamento de Cundinamarca, num incidente que levou à morte de outros 10 rebeldes e à prisão de 11.

O comandante do Exército, general Oscar González, disse que Paz, que participou da frustrada negociação do governo com o ex-presidente Andrés Patrana, morreu junto com José de Jesús Guzmán, guerrilheiro acusado de ordenar explosões em empresas de Bogotá, como forma de extorsão.

O general disse que o corpo da guerrilheira só foi identificado na quarta-feira, apesar de ter sido encontrado no mesmo dia em que começaram os confrontos, numa região montanhosa conhecida como Páramo de Sumapaz, a 4.000 metros de altitude.

- A morte em combate de Mariana Paz se produziu durante os combates registrados na sexta-feira, 27 de fevereiro, na localidade Cuchilla Las Animas, em Cundinamarca, onde foi desarticulada a quadrilha Antonio Nariño das Farc - disse nota do Exército.

Paz entrou para as Farc em 1989. Posteriormente, fez parte das milícias em Bogotá, pertenceu à quadrilha Ricardo Franco e à Frente 31 da organização rebelde.

Nas negociações de paz ocorridas entre 1999 e 2002 na região do Caguán, ela participou do comitê temático do grupo rebelde e dirigiu as emissoras da guerrilha.

Devido ao seu treinamento na organização popular, em explosivos e comunicações, teve participação ativa no ataque cometido em março de 1998 numa região de selva do departamento do Caquetá, onde foram assassinados 80 militares e sequestrados outros 43, segundo González.

Paz também era considerada muito próxima a Jorge Briceño, chefe militar das Farc.