Chega a 135 o número de mortos por incêndios na Austrália

REUTERS

SYDNEY - Equipes de resgate retiraram nesta segunda-feira dezenas de cadáveres de casas incendiadas na Austrália, elevando para 135 o total de mortos na pior onda de incêndios florestais da história do país. - Todo mundo se foi. Todo mundo se foi. Todo mundo. Suas casas se foram. Eles estão todos mortos ali nas casas. Todo mundo está morto - disse aos prantos o sobrevivente Christopher Harvey, enquanto caminhava pela cidade de Kinglake, onde a maior parte das mortes ocorreu.

Muitas aldeias rurais nos arredores de Melbourne, segunda maior cidade da Austrália, foram devastadas, e a polícia acredita que alguns incêndios foram provocados deliberadamente. - Não há palavras para descrever isso senão como homicídio em massa - disse o primeiro-ministro Kevin Rudd a uma TV.

- Esses números (de mortos) são chocantes, e temo que subam mais - afirmou.

Na noite de sábado, um incêndio florestal destruiu várias pequenas cidades. Muita gente morreu dentro de seus carros, tentando escapar, e outras pessoas foram vitimadas quando tentavam se proteger dentro de casa. Houve, porém, quem conseguisse escapar dentro de piscinas, açudes ou porões.

As chamas chegaram a atingir a altura de um edifício de quatro andares. Por causa do vento, que transportava brasas, novos focos surgiam até 40 quilômetros à frente do incêndio principal.

Mais de 750 casas foram destruídas, e há cerca de 78 pessoas hospitalizadas por causa de queimaduras e ferimentos. Muitos pacientes estão com mais de 30% do corpo queimado.

Em Camberra, os legisladores suspenderam os trabalhos no parlamento durante o dia após expressar condolências às vítimas em nome da nação.