Israel anuncia retirada total de tropas antes de Obama assumir

Jornal do Brasil

RIO - Israel anunciou a retirada total de tropas da Faixa de Gaza até esta terça-feira, data da posse de Barack Obama. Segundo analistas, a medida foi tomada para evitar tensões com o novo presidente americano. No entanto, parte do Exército israelense ainda encontra-se na fronteira.

A porta-voz do Exército de Israel, Avital Leibovich, disse que a Faixa de Gaza teve a segunda noite calma desde o cessar-fogo que entrou em vigor no domingo, após 22 dias de incursão armada do Estado hebreu.

Fomos reduzindo progressivamente o número de tropas na Faixa de Gaza, mas mantemos unidades em alerta no exterior, preparadas para qualquer eventualidade declarou uma fonte, que pediu anonimato.

Já agência palestina Maan informou que duas crianças morreram, ontem, na Cidade de Gaza devido à explosão acidental de um material bélico abandonado em uma rua por tropas israelenses.

Nesta terça, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, fez uma visita à Faixa de Gaza para conferir a área devastada e exigiu que os responsáveis pelos bombardeios israelenses contra prédios das Nações Unidas em Gaza prestem contas à Justiça.

Antes de viajar para Gaza, Ban Ki-moon se reuniu com o primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert. Os dois discutiram formas de manter a estabilidade do cessar-fogo e os planos da ONU e de diversos países para coordenar os esforços de ajuda humanitária em Gaza e, em um segundo momento, para contribuir com a reconstrução da região, segundo o Ministério das Relações Exteriores de Israel.

O presidente da Argélia, Abdelaziz Bouteflika, anunciou que o país irá doar US$ 200 milhões para a reconstrução da região. A Arábia Saudita e o Qatar já anunciaram a doação de US$ 1 bilhão e US$ 259 milhões, respectivamente.

Emergencial

As agências de assistência conseguiram, ontem, levar recursos à Faixa de Gaza, fornecendo bens básicos a dezenas de milhares de palestinos necessitados de ajuda em caráter emergencial após três semanas de conflito devastador.

Israel, que controla os postos de fronteira de Gaza, disse esperar triplicar o número de caminhões com permissão para fornecer assistência à faixa de terra de 340 km².

Atualmente cerca de 150 caminhões fornecem assistência, incluindo alimentos e medicamentos, para 1,5 milhão de habitantes.

Além disso, Israel disse estar preparando sua defesa contra as acusações de crimes de guerra após a ofensiva sangrenta na Faixa de Gaza, apesar de as chances de uma ação jurídica serem remotas. O Estado hebreu está reunindo provas para demonstrar que seus objetivos eram unicamente militares.

De acordo com os serviços de urgência de Gaza, mais de 1.300 palestinos morreram e mais de 5 mi foram feridos na operação que visava oficialmente o Hamas.

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