Cerimônia de posse de Barack Obama tem início diante de multidão

JB Online

WASHINGTON - O presidente eleito dos EUA, Barack obama, chegou ao Capitólio, em Washington, para a cerimônia de posse, onde será apresentado como presidente. Obama foi aplaudido por cerca de dois milhões de pessoas que aguardavam desde cedo para assistir à cerimônia.

O pastor Rick Warren, fundador da igreja Saddleback, na Califórnia, fez uma oração antes do juramento de Barack Obama e destaca o fato de Obama ser o primeiro afro-americano eleito presidente. A oração foi seguida de apresentação da cantora Aretha Franklin.

Barack Obama será o primeiro terça-feira ao se tornar o primeiro presidente negro dos Estados Unidos, impulsionado por uma onda de otimismo da população quanto à sua capacidade de lidar com a pior crise econômica em sete décadas, duas guerras e vários outros problemas internacionais.

Obama, 47 anos, filho de um negro do Quênia e de uma branca do Kansas, deve prestar juramento por volta de 12h (15h em Brasília), nas escadarias do Congresso. Para isso, colocará a mão sobre a mesma Bíblia usada por Abraham Lincoln para tomar posse em 1861.

A posse marca também a realização dos sonhos de, entre outros, gerações de afro-americanos que sofreram a escravidão e depois da segregação racial oficial, que os reduzia a cidadãos de segunda classe.

Nunca um presidente dos EUA começou seu mandato com de tanta confiança da população - aprovação de 78 % na última pesquisa Gallup.É uma situação contrária do antecessor dele, George W. Bush, que deixa o cargo com uma popularidade baixíssima, em grande parte devido às guerras do Iraque e do Afeganistão e à recessão.

Milhares de seguranças foram mobilizados para manter a ordem. Há barricadas em grande parte do centro da cidade, cujas ruas estão fechadas para carros particulares.

Presidentes deixam a Casa Branca

George W. Bush deixou a Casa Branca pela última vez como presidente, acompanhado do sucessor Barack Obama, seguindo em direção ao Capitólio, para a solenidade de posse.

Obama e Bush chegaram ao Congresso dez minutos depois, antes da histórica investidura do primeiro presidente negro dos Estados Unidos. O presidente atual e o eleito seguiram juntos em limusine blindada pela avenida Pensilvânia cheia de gente que os saudava.

A caravana incluía o vice-presidente Dick Cheney e seu sucessor, Joe Biden.

Depois da cerimônia, Bush deixará o Capitólio de helicóptero em direção à base Andrews, na periferia de Washington, seguindo dali para sua residência no estado do Texas a bordo de um avião da Força Aérea.

Expectativas de uma nação

Pesquisas mostram um amplo apoio a Obama e um grande otimismo sobre os quatro anos de sua Presidência, apesar da recessão cada vez mais profunda que atinge um país com déficit de 1 trilhão de dólares e 11 milhões de pessoas desempregadas.

Ainda durante a madrugada, apesar do frio intenso, multidões encapotadas já se dirigiam para o local da posse e para o contíguo Mall, avenida monumental de Washington, com um imenso gramado central, que começa no Congresso. Mais de 1 milhão de pessoas devem lotar o Mall, onde vários telões transmitirão a cerimônia.

Havia congestionamentos nos acessos a estacionamentos próximos às estações de metrô, e mesmo às 5h os trens já estavam lotados. Alguns mais entusiasmados acamparam para estarem entre os primeiros a passar pela segurança, onde rapidamente se forma uma aglomeração.

Durante a noite, a cidade se entregou à 'obamamania'. Muita gente tirou o smoking e os vestidos de gala dos armários para os primeiros bailes formais - que na verdade antecedem à série 'oficial' de bailes da posse, na noite de terça para quarta-feira.

Milhares de seguranças foram mobilizados para manter a ordem. Há barricadas em grande parte do centro da cidade, cujas ruas estão fechadas para carros particulares.

'A escravidão entra para a história; posse de Obama', era o que dizia o cartaz manuscrito segurado por um homem sorridente numa calçada do centro.

Num discurso de posse que está sendo preparado há semanas - e que está entre os mais aguardados da história -Obama deve convocar os norte-americanos para uma era de responsabilidade e união contra as dificuldades.

Com agências internacionais

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