General é provável candidato de Obama à direção da Nasa

Agência AFP

WASHINGTON - O general reformado da Força Aérea americana Jonathan Scott Gration poder ser nomeado pelo presidente eleito Barack Obama diretor da Nasa, em substituição a Michael Griffin, informou nesta quarta-feira uma fonte da equipe de transição.

Ligado a Obama, o general Gration, um ex-republicano, foi um dos seus principais assessores em política externa durante a campanha. Este ex-piloto com mais de mil horas de missões de combate, mas sem experiência mais longa em questões espaciais, ocupou, no entanto, um cargo de assistente de administração da Nasa em 1982, durante um ano.

Um anúncio oficial sobre a nomeação poderá ser feito ainda hoje, precisou a mesma fonte à AFP.

Se for o caso, seria a primeira vez que um administrador da Nasa seria nomeado antes da posse do novo presidente.

Griffin, engenheiro espacial e cientista de alto nível, apresentou sua carta de demissão, assim como todos os funcionários de governo nomeados pelo presidente George W. Bush no fim de dezembro.

A questão de o general Gration não ter experiência no setor não representa um problema, considera John Logsdon, ex-diretor do Instituto de Política Espacial da Universidade George Washington.

-Tudo depende da personalidade do candidato e de sua capacidade de aprender rápido (...) assim como de seus talentos para dirigir uma grande organização-, acrescentou John Logsdon.

O general Gration foi reformado em 2006 e somou-se, então, à campanha de Barack Obama junto com o ex-secretário da Marinha Richard Danzig e o general da reserva Merrill McPeak, ex-chefe do Estado Maior das Forças Armadas.

Após um encontro com Obama em 2005, quando ocupava no comando americano na Europa baseado na Alemanha o cargo de diretor de "Strategy, Policy, and Assessments", o general Gration acompanhou o futuro presidente numa turnê de 15 dias por cinco países da África, em 2006.

O general Gration é filho de um casal de missionários e passou uma parte da infância no Congo. Fala correntemente o swahili, segundo artigo da Newsweek divulgado em 2007.

Entrou nas Forças Armadas em 1974 e obteve um diploma em engenharia mecânica na Universidade Rutgers (Nova Jersey, leste).

O general também possui mestrado em estudos de segurança nacional da Universidade Georgetown em Washington.