Calderón reafirma a Bush compromisso contra narcotráfico

Agência ANSA

WASHINGTON - O presidente do México, Felipe Calderón, assegurou nesta terça-feira a seu colega dos Estados Unidos, George W. Bush, que continua com o "forte compromisso" com a luta contra o narcotráfico.

Por sua vez, Bush, que entrega no próximo dia 20 o poder para seu sucessor eleito, Barack Obama, disse que Calderón é "um homem que entende a responsabilidade de um governo em prover segurança a seus cidadãos".

Segundo Bush, os norte-americanos "estão preocupados pela batalha que está acontecendo no México" entre as forças de segurança e as organizações do narcotráfico. Calderón, afirmou Bush, "não vai permitir que seu país, nem mesmo parte dele, caia nas mãos dos narcotraficantes".

Os Estados Unidos estão implementando no México e na América Latina um programa conhecido como Iniciativa Mérida, através do qual são financiadas atividades contra o narcotráfico na região.

-Os Estados Unidos querem ajudar [o México] a enfrentar este assunto, em ambos os lados da fronteira-, disse Bush, que acrescentou que -quanto menos drogas usarmos [nos Estados Unidos], menos pressão haverá no México-.

Calderón respondeu garantindo que as autoridades mexicanas -têm um forte compromisso com a luta e a derrota dos criminosos no México-.

O narcotráfico, explicou o presidente mexicano, "não é um problema isolado", que afeta apenas um país. "É um problema comum, que afeta a ambos".

Os dois presidentes também elogiaram os avanços que foram conseguidos em ambos os países após o início do Tratado Norte-americano de Livre Comércio -- Nafta, na sigla em inglês.

Sobre o encontro com o presidente eleito, Barack Obama, Calderón relatou que foi discutida a disposição bilateral dos dois países em "continuar trabalhando em futuras cooperações e construindo sobre as conquistas já feitas pelo Nafta".

-Os Estados Unidos continuarão resolvendo seus problemas [econômicos] com êxito, não tenho dúvidas disso-, continuou Calderón.

-E no México só podemos desejar o melhor, para que este grande país e seus cidadãos possam superar a crise econômica que estão enfrentando e outros problemas, como o consumo de drogas-, acrescentou Calderón.