Após Jordânia entrar no conflito, Egito espera aprovar cessar-fogo

JB Online

GAZA - No início desta terça-feira um novo foco de guerra foi aberto contra tropas israelenses a partir do território jordaniano. A Jordânia que tem a maioria da população de origem palestina seria o terceiro país a entrar no conflito israelense, inicialmente contra os mísseis do Hamas, e os mortos já passam de 900.

- Tropas ficaram sob fogo vindo do lado jordaniano da fronteira. Não estava claro quem eram os atiradores - disse uma porta-voz militar israelense sobre o incidente, que acontece no 18º dia da ofensiva israelense em Gaza. Ninguém ficou ferido, segundo ela.

As tropas, que faziam patrulhamento na área de fronteira com a Jordânia, no sul de Israel, revidaram, segundo a porta-voz.

A agência de notícias jordaniana Petra disse: "Uma fonte militar do Comando Geral das Forças Armadas jordanianas negou... que tiros tenham sido disparados do lado jordaniano da fronteira oeste, afirmando que não existe verdade nessa informação".

No domingo, tropas israelenses nas Colinas de Golã, ficaram sob fogo vindo da Síria. A Jordânia assinou um acordo de paz com o Estado judeu em 1994, tornando-se o segundo Estado árabe a fazer isso. O primeiro foi o Egito.

A maioria dos 5 milhões de cidadãos jordanianos é de origem palestina. Eles ou seus parentes foram expulsos ou fugiram para a Jordânia em meio aos combates que se seguiram à criação de Israel em 1948.

Milhares de jordanianos foram às ruas protestar contra as operações militares israelenses contra militantes do Hamas na Faixa de Gaza. Ao menos 925 palestinos já morreram nos ataques. A Polícia de Fronteira de Israel abriu uma investigação sobre o caso.

O Egito declarou também nesta terça-feira que espera que o movimento islamita Hamas apoie o quanto antes seu plano para poder anunciar antes do fim de semana um cessar-fogo na Faixa de Gaza. As discussões, classificadas de cruciais, foram reiniciadas na manhã desta terça-feira entre uma delegação do movimento islamita e o diretor do serviço de inteligência egípcio, Omar Suleiman.

- Trabalhamos seriamente com o Hamas, devemos terminar com a incerteza e eles devem dizer sim, agora, ao nosso plano - afirmou um diplomata egípcio de alta hierarquia, que não quis ser identificado.

Segundo a fonte diplomática, Israel parece estar de acordo com o plano anunciado há uma semana pelo presidente egípcio, Hosni Mubarak, mas o Hamas tem dificuldades para dar esse passo.

Por outro lado, a visita ao Cairo de um alto funcionário do ministério da Defesa de Israel, Amos Gilad, prevista para segunda-feira para discutir um eventual cessar-fogo em Gaza, foi adiada em pelo menos um dia.

O general da reserva Gilad, principal conselheiro do ministro da Defesa israelense, Ehud Barak, deveria se reunir no Cairo com o chefe do serviços de inteligência egípcio, Omar Suleiman, homem chave nas negociações.

O Egito tentou no domingo convencer o grupo radical palestino Hamas a aceitar um cessar-fogo em Gaza, antes de qualquer negociação.

De acordo com a rádio pública israelense, o governo de Israel optou pelo adiamento da visita de Gilad para aumentar a pressão militar sobre o Hamas, no momento em que o Exército hebreu afirma ter afetado duramente o braço armado do grupo.

Com agências internacionais