Símbolos do Hamas são destruídos em bombardeios israelenses

Jornal do Brasil

DAS AGÊNCIAS INTERNACIONAIS - No terceiro dia de ofensiva contra o Hamas, Israel destruiu símbolos do poder do partido palestino, em uma operação que descreveu como uma "guerra até um amargo fim". Até agora, casas próximas à residência do premier do Hamas, Ismail Haniyeh, uma instalação de segurança e a Universidade Islâmica foram completamente destruídas.

Um dos ataques da Força Aérea de Israel deixou quatro membros da Jihad Islâmica mortos, incluindo um de seus principais líderes, Ziad Abu-Tir, de acordo com o jornal israelense Haaretz.

Em entrevista ao site do jornal Yediot Aharonot, o chefe adjunto do Estado-Maior israelense, general Dan Harel, garantiu que nenhum edifício do Hamas na Faixa de Gaza continuará de pé depois da operação militar iniciada por Israel contra o movimento islamita palestino:

Esta operação é diferente das anteriores. Não estamos apenas golpeando os terroristas e os lança-foguetes, e sim todo o governo do Hamas. Visamos aos edifícios oficiais, às forças de segurança, e atribuímos a responsabilidade de tudo que está acontecendo ao Hamas. Não fazemos qualquer distinção entre suas várias ramificações acrescentou.

A ofensiva que começou sábado, denominada Chumbo Fundido, trata-se de uma "guerra total contra o Hamas e os de sua classe", e será "ampliada e aprofundada caso seja necessário" advertiu o ministro da Defesa israelense, Ehud Barak.

Só estamos no começo da batalha. O mais difícil está por chegar e é preciso se preparar para isso. Queremos mudar as regras do jogo na Faixa de Gaza concluiu o parlamentar.

Terrestre

Israel deslocou nesta segunda tropas e veículos blindados para as imediações do território palestino. Foram enviados, ainda, infantaria e tanques para as proximidades de Gaza. O Conselho de Ministros do governo, liderado por Olmert, aprovou a mobilização de cerca de 6.500 reservistas.

De acordo com dados do Ministério da Saúde palestino, os ataques já deixaram 345 mortos e cerca de 1.600 feridos.

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha alerta para a situação "caótica" dentro dos hospitais que receberam provisões médicas e reposição para o banco de sangue e o aumento rápido do preço dos alimentos básicos na Faixa de Gaza, por conta do conflito.

Nesta terça, os ministros das Relações Exteriores da União Européia se reunirão para discutir a situação causada pelo conflito.

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas, Ban Ki-moon, criticou líderes mundiais por não fazerem o necessário para conter o que ele classifica como um nível inaceitável de violência em Gaza e pressionou por uma solução política de longo prazo.