Praga assume quarta-feira a presidência da UE

Agência AFP

PRAGA - A República Tcheca assume na próxima quarta-feira a presidência rotativa da União Européia (UE) que coube, no semestre passado, à França, e enfrentará inúmeros desafios, a começar pela ameaça iminente de uma crise do gás com a Rússia.

Após meses de preparativos, o antigo país comunista membro da UE desde 2004 está pronto para o "teste de resistência" de seis meses, declarou o vice-primeiro-ministro tcheco Alexandr Vondra após a última reunião da organização semana passada.

Os tchecos se esforçaram nas últimas semanas para amenizar os temores sobre sua capacidade de ocupar o lugar da França à frente da União em plena crise econômica e institucional, com a dupla defasagem de não pertencerem à zona euro e de ainda não terem se pronunciado sobre o Tratado de Lisboa.

Praga escolheu como grande prioridade a segurança energética e acompanha de perto o último desenrolar da guerra do gás entre Moscou e Kiev. Ela vai administrar as repercussões para os países europeus em caso de suspensão das entregas de gás russo à Ucrânia.

- Moscou que sempre jogou com as divisões da Europa, principalmente em termos de energia, pode testar Praga na questão do gás ucraniano - comentou um diplomata europeu, que não quis se identificar.

A Rússia vem ameaçando há vários dias suspender em 1º de janeiro as entregas de gás à Ucrânia se Kiev não acertar todas as suas contas, avaliadas em mais de dois bilhões de dólares.

A segurança energética está entre os temas a serem abordados no encontro informal dos ministros dos Assuntos Exteriores dos 27 países da UE, dia 8 de janeiro em Praga, a primeira reunião organizada pela presidência tcheca da União Européia um dia após a noite de inauguração oficial.