Pelo menos 300 morreram nos ataques em Gaza

Portal Terra

GAZA - Os ataques de Israel à Faixa de Gaza entraram no terceiro dia nesta segunda-feira. A BBC, que cita fontes médicas, informa que cerca de 300 pessoas morreram, mas, conforme a agência de notícias Reuters, o número de palestinos que perderam a vida pode chegar a 307. A CNN também confirma que mais de 300 pessoas estão mortas. Além das investidas aéreas, Israel estaria preparando também uma possível invasão por terra.

Conforme a agência EFE, os ataques nesta madrugada mataram sete pessoas, quase todos menores ou mulheres. Um homem, duas mulheres e um bebê de um ano de idade morreram em um ataque a um prédio do campo de refugiados de Jabalya, no norte da faixa, disseram fontes médicas palestinas.

Além disso, dois adolescentes e uma criança da mesma família perderam a vida quando a aviação militar israelense lançou sua carga explosiva na cidade de Rafah, no sul de Gaza, acrescentaram as fontes.

O escritório do chefe de governo do movimento islamita em Gaza, Ismail Haniyeh, também foi bombardeado nesta madrugada, informou o Exército israelense em comunicado. Haniyeh não se encontrava no escritório, pois todos os líderes do Hamas passaram para a clandestinidade desde que começou a onda de ataques.

No domingo, aviões de guerra israelenses bombardearam a Universidade Islâmica, na Faixa de Gaza, considerada um reduto e símbolo cultural do Hamas. Jatos israelenses bombardearam cerca de 40 túneis no sul de Gaza, o quartel-general das forças de segurança do Hamas, a sede de um canal de TV de propriedade do grupo islâmico e uma mesquita.

A ofensiva é a mais recente de uma série de ataques realizados por Israel contra a região no fim de semana. Israel disse que a campanha é uma resposta aos ataques com foguetes do Hamas, que se intensificaram depois de o grupo pôr fim a uma trégua de seis meses há uma semana.

Mark Regev, porta-voz do primeiro ministro israelense, Ehud Olmert, disse que a ação militar vai continuar até que a população do sul de Israel "não mais viva em meio ao terror e ao medo de constantes bombardeios", informou a Reuters.