Países europeus consideram receber presos de Guantánamo

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WASHINGTON - Seis países europeus consideram receber detentos da prisão norte-americana na baía de Guantánamo, em Cuba, num gesto amigável ao governo do presidente eleito Barack Obama, informou o jornal 'The Washington Post' nesta terça-feira.

Citando importantes autoridades européias e diplomatas dos Estados Unidos, o jornal disse que autoridades da Europa apresentaram o plano à equipe de Obama, mas os conselheiros do próximo presidente dos EUA disseram que só poderão discutir a questão depois da posse, no dia 20 de janeiro.

Guantánamo tem cerca de 250 detentos, incluindo Khalid Sheikh Mohammed, acusado de comandar os ataques de 11 de setembro de 2001. A prisão ficou marcada pelas práticas agressivas de interrogatório que renderam alegações de que os Estados Unidos praticaram tortura.

Durante a campanha, Obama prometeu fechar Guantánamo.

Somente a Alemanha e Portugal disseram publicamente que estão dispostos a receber os detentos, segundo o jornal. A reportagem acrescentou que os países europeus recusaram várias vezes os pedidos do governo Bush para que recebessem os presos.