Índia pede ação do Paquistão, e não 'histeria de guerra'

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NOVA DÉLHI - A Índia pediu nesta terça-feira ao Paquistão que evite uma "histeria de guerra" e simplesmente tome atitudes para desmantelar a infra-estrutura terrorista que opera no seu território.

- A questão não é guerra, a questão é terror, e o território do Paquistão está sendo usado para promover, ajudar e estimular este terror - disse a repórteres o primeiro-ministro indiano, Manmohan Singh. - Ninguém quer guerra - acrescentou.

A Índia acusa militantes paquistaneses pelos ataques que mataram 179 pessoas em Mumbai, no mês passado, e diz que o Paquistão não está cumprindo sua promessa de reprimir os extremistas e impedi-los de usar seu território para atacar outros países.

Enquanto continua a tensão entre os dois países, ambos potências nucleares do sul da Ásia, o primeiro-ministro paquistanês, Yousaf Raza Gilani, advertiu na segunda-feira que as Forças Armadas estão plenamente aptas para defender o país e a população estará unida se a guerra for imposta.

Mas o ministro de Relações Exteriores da Índia, Pranab Mukherjee, disse que o Paquistão deveria se concentrar nos problemas em jogo.

- O assunto em questão não é criar histeria de guerra ou um apontar dedos acusadores para o outro.

- A questão é que houve um ataque repugnante a Mumbai de elementos do Paquistão. A Índia pediu que o Paquistão tome medidas contra os responsáveis - disse ele a repórteres.

Mukherjee havia dito anteriormente que "todas as opções" estavam na mesa para a Índia pressionar o Paquistão, depois dos ataques a Mumbai, mas analistas afirmam que uma ação militar parece improvável, já que iria fortalecer a posição dos linha-duras e extremistas no Paquistão.

Em vez disso, a Índia está tentando buscar um consenso diplomático internacional para impor pressão sobre o Paquistão, e recebeu o apoio dos Estados Unidos e das Nações Unidas.

O Paquistão nega vigorosamente qualquer ligação da estrutura do Estado com o ataque a Mumbai.