Australiana é condenada por 'morte de misericórdia'

Portal Terra

AUSTRÁLIA - A Justiça sentenciou, nesta quarta-feira, uma mulher a 22 meses de detenção periódica - na qual fica sob custódia alguns dias da semana - pela morte de se parceiro que sofria do Mal de Alzheimer. Ele teve a eutanásia rejeitada legalmente na Suíça. Ela classificou o ato como "morte de misericórdia". As informações são da CNN.

Shirley Justins, 60 anos, foi condenada em junho por homicídio culposo de Graeme Wylie, 71 anos, que morreu de overdose de barbitúricos na casa deles em 2006.

Wylie teve a eutanásia negada na Suíça quatro meses antes da sua morte, porque não ficou claro se ele tinha a habilidade cognitiva de decidir se deveria morrer. Justins, que vivia com Wylie por 18 anos, argumentou em seu julgamento na Austrália, que a vítima estava desesperada para morrer antes de ficar demente.

De acordo com a sentença, apesar de Justins acreditar que estava fazendo a vontade de Wylie, ela teria enganado as pessoas e faria parte de uma rede criminal com o amigo da família, Caren Jenning, que comprou os barbitúricos no México.