Farc denunciam estratégia estatal para "criminalizar protesto social"

Agência ANSA

BOGOTÁ - As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) declararam hoje que o fenômeno das execuções extrajudiciais de jovens pobres, que são identificados como "guerrilheiros mortos em combate", não são fruto da "responsabilidade individual dos oficiais destituídos", mas se incluem em uma estratégia estatal que "criminaliza o protesto social".

Na semana passada, os corpos de seis jovens trabalhadores foram encontrados na Colômbia, próximo à fronteira com a Venezuela, e registrados como "guerrilheiros mortos em combate". Em seguida foi descoberto que os jovens foram executados por oficiais do exército, atualmente destituídos de seus cargos.

Em um comunicado publicado hoje pela agência Anncol, as Farc ressaltam que "os fatos que levaram à maciça destituição de 20 oficiais do exército e sete suboficiais são apenas a ponta do iceberg de uma razão essencial para o nascimento e luta da insurgência colombiana".

Segundo a guerrilha, trata-se de uma "articulação orgânica que sempre existiu e promove assassinatos políticos, massacres, torturas disparos forçados e morte de milhares de compatriotas".