Comandante da Al-Qaeda é morto em suposto ataque americano no Paquistã

Agência AFP

ISLAMABAD - O egípcio Abu Jihad al-Masri, descrito como chefe da propaganda da rede Al-Qaeda pelos Estados Unidos, foi morto num ataque aparentemente americano no noroeste do Paquistão, na fronteira com o Afeganistão, anunciaram neste sábado autoridades paquistanesas.

Al-Masri foi morto sexta-feira quando dois mísseis caíram sobre Waziristan do Norte, um dos distritos tribais onde ataques americanos atingem regularmente talibãs e combatentes da Al-Qaeda, de acordo com estas autoridades.

Os EUA ofereceram recompensa de um milhão de dólares pela morte ou a captura deste homem.

- O ataque foi dirigido contra um veículo que transportava Abu Jihad e dois outros homens. O alvo foi atingido com sucesso e todos os três foram mortos, declarou à AFP um alto responsável da segurança, sob anonimato.

Na noite de sexta-feira, dois ataques de mísseis lançados por aviões sem pilotos atingiram, no intervalo de algumas horas, os distritos de Waziristan do Norte e do Sul, matando 32 insurgentes, segundo os serviços de segurança.

Desde 13 de agosto, os Estados Unidos realizaram 18 destes ataques, visando talibãs ou combatentes da Al-Qaeda suspeitos de envolvimento nos ataque contra as tropas estrangeiras no Afeganistão.

Estes tiros prejudicam as relações entre Washington e Islamabad, aliados desde 2001 na "guerra contra o terrorismo", enquanto a luta contra o terrorismo no Afeganistão e no Paquistão se tornou um tema central de política estrangeira na campanha para a eleição presidencial americana de terça-feira.

O site Rewards for justice do departamento de estado americano descreve Al-Masri como o homem "encarregado da mídia e da propaganda da Al-Qaeda", acrescentando que ele poderia ser também responsável das operações exteriores da rede.

Segundo o site, Al-Masri teria realizado operações desde o Irã. Mas responsáveis paquistaneses afirmam que ele se instalou em 2005 ou 2006 nas zonas tribais paquistanesas.

Em 2006, Al-Masri apareceu numa gravação de vídeo apresentado por Ayman al-Zawahiri, o número dois da rede de Osama Bin Laden, na qual afirmavam que seu grupo, Al Jamaa Al Islamiya, era aliado à Al-Qaeda.

Nenhuma conformação de sua morte foi emitida nem pelo exército paquistanês, nem pelas forças americanas no Afeganistão.

Neste sábado, 250 estudantes manifestaram em Wana, a principal cidade do Waziristan do Sul, contra os tiros de mísseis americanos, aos berros de "Morte à América".

O Paquistão não pára de protestar contra os ataques americanos e afirma que estes tiros, que geram o sentimento antiamericano no país, são um atentado a seus esforços para erradicar a ameaça terrorista.

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