EUA: analistas apontam os próximos passos ao candidato que perder

Marsílea Gombata, Jornal do Brasil

WASHINGTON - Por mais nebulosa que esteja a disputa à Casa Branca, os prêmios de consolação para os candidatos em caso de derrota estão mais ou menos definidos.

Além de Barack Obama e John McCain terem garantidos seus tickets de volta para o Senado americano, analistas apostam em caminhos distintos para os rivais.

Enquanto McCain teria descartada a chance de concorrer novamente à Presidência, em decorrência de seus 72 anos de idade, o democrata possivelmente se lançará de novo à disputa prevê Kirk Buckman, especialista em relações internacionais da Universidade Franklin Pierce, em New Hampshire.

Sobre um possível retorno ao Senado, em caso de derrota, o candidato democrata mostrou-se animado durante uma entrevista à rede ABC, na quarta-feira:

Sou relativamente jovem e, apesar de dizerem que não há segunda chance em política, acredito que existem projetos que eu poderia idealizar dentro do Senado ou mesmo trabalhando ao lado do próximo presidente.

Para quem for derrotado, Buckman ressalta que há também o consolo de sair da disputa fortalecido para encabeçar o partido .

Apesar dos rumores, o candidato republicano não deu certeza se voltaria ou não para o Congresso se perdesse a corrida. Ao longo de toda a sua campanha, McCain tentou se manter longe de qualquer expectativa de retorno.

Amigos e correligionários, no entanto, já esperam que o senador volte ao Capitólio em janeiro, caso perca. Só não estão certos sobre como será o papel que desempenhará. Alguns integrantes do Grand Old Party (republicanos) acreditam que a prontidão em desafiar líderes da legenda em temas como imigração, por exemplo, fizeram dele impopular entre alguns.

Mesmo assim, McCain continuará sendo um nome forte acredita Buckman. Se perder, a tendência é que retorne com ainda mais poder e seja um dos principais nomes da legenda, daqueles que nomeiam e indicam quem deverá concorrer daqui para frente.

Vice

É entre os vices, no entanto, que sairia o melhor prêmio de todos, em um caso de derrota.

Sarah Palin espera que, se Obama for eleito, ela concorra nas eleições em 2012 prevê Buckman. Aí veremos tensão entre ela e McCain, e o quão diferentes são.

Para Joe Biden, candidato a vice democrata, as perspectivas não parecem muito animadoras:

Ao mesmo tempo em que tem dado declarações inoportunas, está cada vez mais apagado na disputa avalia James Savage, da Universidade da Virgínia. As trocas se dão entre Sarah, McCain e Obama apenas.

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