Irmãos admitem ter vendido partes de 244 corpos

Portal Terra

NOVA JERSEY - Dois irmãos proprietários de uma funerária e de um crematório na cidade americana da Filadélfia admitiram nesta terça-feira a venda de cadáveres para traficantes de corpos, informou a rede CNN nesta quarta-feira.

Louis e Gerald Garzone se declararam culpados por conspiração, roubo e fraude. Segundo a rede americana, a leitura das acusações na corte causou murmúrios e lágrimas de cerca de doze pessoas que contrataram os serviços funerários após a morte de parentes.

Os irmãos permitiram que pelo menos 244 cadáveres fossem mutilados sem a permissão das famílias e sem teste médicos, segundo os promotores. Pele, ossos, tendões e outras partes foram vendidos para implantes dentários e outros procedimentos médicos.

Alguns corpos tinham apenas o torso quando os agentes descobriram o crime. O chefe do esquema, Michael Mastromarino, foi declarado culpado na sexta-feira por dezenas de acusações que devem o deixar na prisão por toda a vida.

A empresa de Mastromarino, a Biomedical Tissue Services, baseada em Nova Jersey, recolhia corpos das casas funerárias de Nova York, Nova Jersey e Pensilvânia. Entre os corpos estaria inclusive o do jornalista da rede BBC, Alistair Cooke.

Segundo a CNN, ele pagou aos Garzone mais de US$ 245 mil pelos 244 cadáveres entre fevereiro de 2004 e outubro de 2005. Mastromarino madava uma equipe, que era liderada por um enfermeiro aposentado, para dissecar os corpos.

O tecido retirado de apenas um corpo chegava a valer cerca de US$ 4 mil, o que rendeu milhões a Mastromarino, segundo a promotoria.