Bombardeio na selva colombiana mata dirigente das Farc

Luis Jaime Acosta, REUTERS

BOGOTÁ - O líder de uma coluna da guerrilha colombiana Farc, acusado pelo Exército de semear o terror numa ampla região do sudeste do país, morreu junto com outros sete rebeldes num bombardeio no meio da selva, disseram fontes militares nesta quarta-feira. A ação militar com aviões e helicópteros ocorreu na noite de terça-feira, perto da localidade de Puerto Cachicamo, Departamento de Guaviare.

- No desenvolvimento da operação 'Alfil', com participação da Força Aérea Colombiana, as tropas desferiram um certeiro golpe contra as estruturas do Bloco Oriental - informou nota das Forças Armadas.

Neftaly Murcia Vargas, o 'Camilo Tabaco', comandava a coluna Manuela Beltrán das Farc, uma das mais ativas dentro do Bloco Oriental, o mais importante do grupo, ativamente vinculado à produção e tráfico de cocaína. O presidente Álvaro Uribe destacou o êxito da operação e a periculosidade do rebelde morto.

- Tabaco é de uma grande importância nas Planícies Orientais, porque a cidadania o acusava de ser o mandante de muitos ataques, de muito derramamento de sangue - disse Uribe a jornalistas.

Pelo menos cinco outros líderes importantes da guerrilha morreram em ações militares nos últimos meses, inclusive o importante Raúl Reyes, vítima de um bombardeio colombiano em território do Equador, em março. Além disso, o dirigente máximo da guerrilha, Manuel Marulanda, o 'Tirofijo', morreu do coração neste ano, sendo substituído por Alfonso Cano.

Para piorar a situação da guerrilha, milhares de seus membros desertaram. As Farc chegaram a ter 17 mil integrantes, mas hoje não passam de nove mil, segundo as autoridades.